A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou, nesta segunda-feira (3/8), que ainda existe possibilidade de mudança nas negociações para uma eventual composição de chapa com o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apesar de reconhecer que o cenário ficou mais difícil após a decisão do Progressistas de manter posição de neutralidade na disputa presidencial.
“Tem ainda dois dias, mas eu acho que a chance hoje diminuiu bastante”, afirmou durante evento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Questionada se ainda haveria espaço para uma reviravolta, respondeu: “Tem, até a hora final, tem espaço”.
A avaliação da senadora leva em conta o calendário eleitoral. Os partidos e federações têm até esta quarta-feira (5/8) para realizar as convenções. Depois, as legendas terão até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral.
Entenda a saga da chapa Flávio-Tereza
- Já no início de 2026, Tereza Cristina (PP-MS) passou a ser apontada nos bastidores como um dos principais nomes para a vice de Flávio Bolsonaro (PL), por sua força no agronegócio e boa interlocução com o Centrão.
- Ao longo do primeiro semestre, aliados de Jair Bolsonaro e dirigentes do PL intensificaram as conversas para convencer a senadora a integrar a chapa, vista como capaz de ampliar o alcance eleitoral de Flávio entre produtores rurais e setores mais moderados da direita.
- Apesar do interesse do PL, o PP resistia a um alinhamento automático. A discussão sobre a posição nacional do partido e da federação União Progressista dificultou um acordo definitivo.
- Após semanas de negociações e de indefinição sobre a composição da chapa, Flávio Bolsonaro anunciou na sexta-feira (31/7) que havia escolhido Tereza Cristina para ser sua candidata a vice.
- Horas depois, a Executiva Nacional do PP decidiu pela neutralidade na disputa presidencial, frustrando os planos do PL e impedindo a oficialização da chapa.
- Com a decisão do PP, a presença de Tereza Cristina na chapa passou a depender de uma solução política ou jurídica que permitisse sua participação sem o apoio formal do partido.
Segundo a parlamentar, a definição segue nas mãos da direção nacional do PP. Ela afirmou que desconhece o andamento das negociações, mas disse acompanhar manifestações de diretórios estaduais favoráveis a uma aliança com o PL.
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A senadora ressaltou ainda que uma eventual mudança dependerá de articulações conduzidas pelo presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI).
“Isso cabe ao presidente Ciro Nogueira sentar e resolver, e ver se ainda há tempo, inclusive tempo legal, porque nós temos uma legislação eleitoral”, afirmou.

