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Lula pede apoio de prefeitos para enfrentar o El Niño

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Lula pede apoio de prefeitos para enfrentar o El Niño

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu a ajuda de prefeitos no combate aos efeitos do fenômeno meteorológico El Niño. Segundo o petista, os gestores municipais sabem “onde está o problema”. A declaração foi feita nesta 4ª feira (29.jul.2026), durante o anúncio, no Palácio do Planalto, de pacote de R$ 1,335 bilhão para mitigação do evento climático. 

“Se o prefeito estiver envolvido, a chance de a gente evitar a desgraça é muito maior, porque ele está no território, ele sabe onde é o problema, ele sabe se pode faltar água, sabe onde pode pegar fogo. Ele sabe onde vai ter dificuldade”, declarou Lula. 

Na reunião, o presidente pediu à ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, que verificasse a viabilidade de realizar uma teleconferência com todos os prefeitos do Brasil para apresentar o plano. Ao todo, o país tem 5.569 municípios. “Isso serviria de estímulo para que os prefeitos assumissem a responsabilidade de trabalhar conosco”, disse.

O PLANO

O El Niño deve provocar seca nas regiões Norte e Nordeste, atraso das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste e chuvas acima da média no Sul. Segundo o presidente, o governo federal nunca esteve tão preparado para enfrentar um evento climático extremo. 

Segundo a ministra da Casa Civil, o governo estruturou uma Sala de Situação do El Niño, integrada por 24 ministérios, para monitorar continuamente a evolução do fenômeno e coordenar as ações federais. A estratégia está baseada em 4 pilares: unificação e monitoramento de dados, mapeamento de riscos, antecipação de ações e proteção das populações vulneráveis.

“Certamente nós estamos muito mais bem preparados para enfrentar o El Niño do que nós estávamos quando já enfrentamos uma ocorrência forte desse fenômeno neste mandato”, afirmou a ministra.

Miriam disse que os técnicos do governo projetam um El Niño de forte intensidade e que os impactos serão diferentes em cada região do país. 

No Nordeste, o governo afirma que não há previsão de escassez de água em 2026, já que os reservatórios estão com cerca de 53% da capacidade e o rio São Francisco mantém nível considerado adequado. Ainda assim, Miriam disse que o atraso das chuvas pode causar impactos em 2027, o que exigirá monitoramento permanente e eventual acionamento da Operação Carro-Pipa.

No Sul, a principal preocupação é o risco de enchentes e deslizamentos. O plano inclui sistemas de alerta para chuvas intensas, atuação permanente da Defesa Civil e obras em barragens e diques em parceria com Estados e municípios. 

Já no Sudeste, as ações incluem acompanhamento das variações climáticas, monitoramento dos sistemas Cantareira e Paraíba do Sul e gestão do abastecimento de água nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Na Região Norte, o governo também acompanhará o nível dos reservatórios das hidrelétricas. Caso a redução da vazão dos rios comprometa a geração de energia, está previsto o acionamento de usinas termelétricas e medidas para garantir o abastecimento de óleo diesel.

Eis a distribuição do montante destinado ao plano: 

  • R$ 850 milhões para a compra de 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz;
  • R$ 337 milhões para prevenção e combate a incêndios;
  • R$ 65 milhões para a aquisição de 350 mil cestas de alimentos;
  • R$ 45 milhões para os Centros de Informação em Saúde e Clima e a ForSUS (Força Nacional do Sistema Único de Saúde);
  • R$ 25 milhões para o monitoramento do nível dos rios;
  • R$ 13 milhões para o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) destinado a agricultores da região Norte.

A REUNIÃO

Participaram:

  • Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República;
  • Geraldo Alckmin, vice-presidente da República;
  • Miriam Belchior, ministra da Casa Civil.

À direita:

  • Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública;
  • Alexandre Padilha, ministro da Saúde;
  • Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação;
  • André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária;
  • Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia;
  • Mirna Quinderé, ministra das Cidades substituta;
  • Tomé Franca, ministro de Portos e Aeroportos;
  • Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços;
  • Bárbara Oliveira, ministra da Igualdade Racial substituta;
  • Eloy Terena, ministro dos Povos Indígenas;
  • José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais;
  • Jair Schmitt, presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis);
  • Marcelo Marcelino, diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade);
  • Antônio Miguel Vieira Monteiro, presidente do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

À esquerda:

  • João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima;
  • José Múcio, ministro da Defesa;
  • Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional;
  • Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar;
  • Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome;
  • Dario Durigan, ministro da Fazenda;
  • Márcia Lopes, ministra das Mulheres;
  • George Santoro, ministro dos Transportes;
  • Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento;
  • Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social;
  • Cilair Abreu, ministro da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos substituto;
  • Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República;
  • Cristiane Batiston, diretora-presidente interina da Ana (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico);
  • Silvio Porto, presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento);
  • Edivaldo Miranda, diretor do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
Copyright Poder360/Sérgio Lima – 29.jul.2026
O montante vem da folga do Orçamento apresentada no último relatório de execução Orçamentária

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