O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta 2ª feira (27.jul.2026) que o governo federal não destinará recursos para salvar o BRB (Banco de Brasília). De acordo com ele, a instituição financeira dilapidou o próprio patrimônio em aproximadamente R$ 12 bilhões ao realizar “operações de origem criminosa“.
A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Jornal e é relevante para o mercado porque afasta o risco de a União usar dinheiro público para cobrir prejuízos de terceiros e confirma a solidez da estrutura bancária do país.
O ministro disse que o governo do Distrito Federal acionou o Supremo Tribunal Federal para pedir ajuda financeira, mas a equipe econômica federal rejeitou a transferência de valores. Ele declarou que a Justiça intermediou um acordo no qual o próprio Distrito Federal utilizará os fundos constitucionais locais como garantia para qualquer operação de resgate.
Durigan afirmou que o Banco Central atestou, presencialmente, no Supremo que a situação não representa perigo sistêmico. O ministro disse que o eventual fechamento ou a liquidação da entidade não provoca danos estruturais ao setor de crédito do Brasil. Contudo, como a quebra causaria impacto direto para a população local, os envolvidos desenharam uma saída jurídica para tentar a recuperação da empresa.
A instituição negocia, no momento, com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e com agentes privados para construir uma estratégia financeira. De acordo com o ministro, o banco distrital precisa convencer o mercado de que possui um plano consistente para receber o auxílio externo. O objetivo final é transformar o BRB novamente em um participante que atue com a devida seriedade.
Ao detalhar o problema original, Durigan declarou que o banco repassou os valores bilionários para uma empresa e recebeu garantias sem valor em troca, descritas por ele como papéis inúteis. O ministro disse que debate os desafios fiscais do país abertamente e de maneira constante.
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