O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta 4ª feira (22.jul.2026), que o Brasil não sairá da mesa de negociação com os Estados Unidos sobre o tarifaço, A declaração foi feita durante sanção de linhas de crédito para o Plano Brasil Soberano, no Palácio do Planalto.
“A gente não vai sair da mesa de negociação, eles que digam que não querem negociar porque nós lá sentados na mesa, fazendo proposta toda vez e desafiando eles a provarem que tinham alguma razão de taxar o Brasil porque são deficitários conosco”, afirmou.
Segundo o presidente, o governo brasileiro fez “várias” tentativas de negociação com o governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano), mas não houve “reciprocidade na conversa”.
O petista disse que o Brasil não vai “chorar o produto” que não vendeu para os Estados Unidos, o país vai “procurar outros compradores” e “negociar, vender e comprar de quem quer vender e comprar”.
A 3ª edição do Plano Brasil Soberano destina R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos e por conflitos no comércio internacional. São R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional, provenientes de recursos não utilizados de programas anteriores, e R$ 5 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O novo pacote –cujo montante é R$ 2,5 bilhões inferior ao anterior– será enviado por medida provisória.
O TARIFAÇO
A tarifa de 25% passou a valer nesta 4ª feira (22.jul). Foi proposta em 1º de junho de 2026, depois de o USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) concluir a investigação da Seção 301 contra o Brasil. O governo norte-americano apresentou a medida como resposta ao que classifica como práticas comerciais injustas.
O documento do USTR lista como alvos da apuração temas como Pix, comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. Uma das conclusões aponta que o Brasil adota políticas públicas que favorecem o Pix e colocam empresas norte-americanas do setor de pagamentos eletrônicos em “desvantagem injusta”.

O Planalto considera as tarifas “injustas” e retirou temas como o Pix da mesa de negociação.

