Integrantes da equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se dividem sobre a participação do petista em debates nas eleições deste ano. A tendência é que a presença ou não do petista seja avaliada “caso a caso”, conforme o andamento de compromissos na agenda.
Ainda não há um consenso sobre o tema, que ainda é considerado incipiente. Lula não participou dessas discussões, que ficaram restritas a nomes do núcleo duro de campanha. Há um consenso entre os que trabalham com o petista: é ele quem decide.
Lula dará início à campanha pela reeleição em 16 de agosto, às 10h, em um ato no estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP). O local, conhecido anteriormente como estádio da Vila Euclides, ficou marcado por ser palco da militância do petista no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, enquanto sindicalista.
O ato se dá no mesmo dia do 1º debate presidencial, que será organizado às 20h pela “Band”. A rede de televisão formará um pool de comunicação com as TVs Cultura, Gazeta e Jovem Pan, além de transmitir o evento pelo YouTube.
Em razão do compromisso em São Bernardo do Campo, Lula não irá ao debate. A participação na TV exigiria preparação do petista no dia, o que ficaria prejudicado com o grande evento que o PT pretende fazer no ABC.
Também há a expectativa de que ele não esteja presente em outros dos primeiros debates. Privilegiará atos com aliados e a campanha de rua.
Em 2006, quando disputava o 2º mandato, Lula optou por não ir a debates no 1º turno porque estava no clima de “já ganhou”. Pensou que levaria na 1ª rodada de votação naquele ano. Não conseguiu. É um trauma que o petista carrega.
