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Infantino cita sucesso da Copa e projeta receita de US$ 15 bi

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 13 horas)

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse que a entidade deve registrar receita de US$ 15 bilhões com a Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, no Canadá e no México. O valor supera a projeção divulgada antes do torneio, de US$ 13 bilhões, para o ciclo 2023-2026.

A fala do dirigente se deu durante apresentação às 211 associações nacionais filiadas dos números relacionados ao torneio no sábado (18.jul.2026), 1 dia antes da vitória por 1 a 0 da seleção da Espanha sobre a seleção da Argentina na decisão. O resultado rendeu o 2º título aos espanhóis.

Parte do aumento da receita foi atribuída à venda de pacotes de hospitalidade e ao mercado oficial de revenda de ingressos. Nas transações desse mercado, a Fifa cobra uma comissão de 15% do comprador e outra de 15% do vendedor.

Sobre as vendas de entradas para os jogos, a estimativa inicial da entidade era uma receita de US$ 3,1 bilhões, valor que deve ser ultrapassado quando o balanço final for divulgado.

O aumento está relacionado à expansão do torneio, que passou de 32 para 48 seleções e teve 104 partidas, além da política de preços adotada. O montante inclui a venda de ingressos e os pacotes de áreas VIP nos estádios, que tiveram ocupação média superior a 99% durante a competição.

Receita recorde

As principais fontes de receita da Fifa no ciclo são a venda de direitos de transmissão, responsável por 44% do faturamento previsto; ingressos e hospitalidade, com 34%; e contratos de patrocínio, com 20%. 

A Fifa também estima custos operacionais de US$ 3,7 bilhões com a competição. O valor inclui a premiação distribuída às seleções participantes e outros gastos relacionados à realização do torneio.

COPA DO MUNDO

A Copa do Mundo é um evento esportivo privado com fins de lucro. É realizada a cada 4 anos pela Fifa. As seleções se classificam por meio de eliminatórias. A comissão técnica e o elenco de cada time que disputa a competição são escolhidos por entidades privadas. 

No caso do Brasil, cabe à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) definir quem é o treinador e quais são os jogadores “convocados” (na realidade, todos são convidados e vai quem tem interesse; como o ganho comercial de marketing é grande, os atletas atendem à “convocação”). A CBF é uma organização de direito privado e sem nenhum vínculo com o governo federal. 

O governo do Brasil não tem nenhuma influência na escolha do time que participa do torneio. Ou seja, não é o país que está representado na Copa do Mundo, mas uma equipe de futebol escolhida por uma entidade privada.


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