O PDT (Partido Democrático Trabalhista) oficializou o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a Convenção Nacional Partidária. O evento foi realizado nesta 2ª feira (20.jul.2026), na sede da sigla, em Brasília. Lula esteve presente.
“Eu tenho 80 anos de idade e hoje estou mais motivado e mais preparado do que quando eu tinha 57 anos e fui eleito pela 1ª vez”, afirmou o petista.
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, também discursou. Em sua fala, ressaltou a “importância da aliança que nós temos construído ao longo de décadas”. Disse que o partido está diante da “eleição mais importante”.
“Não estamos construindo uma aliança apenas para ganhar as eleições. Estamos deixando um recado para as futuras gerações. O Brasil não é puxadinho dos Estados Unidos, o Brasil não é quintal dos Estados Unidos. O Brasil é uma nação”, declarou.
Caso seja reeleito, Lula será o 1º presidente brasileiro a governar por 4 mandatos. Ele terá 85 anos em 2030.
Entre os principais candidatos anunciados pelo PDT, estão:
- Rafael Motta, Senado pelo Rio Grande do Norte;
- Celso Sabino, Senado pelo Pará;
- Leila do Vôlei, Senado pelo Distrito Federal;
- Weverton Rocha, Senado pelo Maranhão;
- Marília Arraes, Senado por Pernambuco;
- Requião Filho, governo do Paraná;
- Juliana Brizola, governo do Rio Grande do Sul.
O PDT foi o 1º partido a oficializar o apoio à reeleição de Lula. Seria a 1ª legenda a realizar a convenção partidária, mas o Missão marcou a reunião para a manhã desta 2ª feira (20.jul). A sigla teve como objetivo antecipar o anúncio da candidatura do candidato à Presidência Renan Santos por motivos de segurança –Renan relatou estar sofrendo ameaças.
ENTENDA AS CONVENÇÕES
Os eventos reúnem filiados para deliberar sobre 3 pontos principais:
- candidatos – define quem concorrerá aos cargos do Executivo (presidente e governador) e do Legislativo (senadores, deputados federais e deputados estaduais);
- coligações – os partidos decidem se vão se aliar a outras siglas no apoio a uma candidatura majoritária e como será a divisão do tempo de propaganda no rádio e na TV;
- números – os candidatos recebem a numeração oficial que terão na urna eletrônica.
As convenções partidárias funcionam como estratégia política. Algumas siglas, por exemplo, realizam o evento em julho, mas mantêm a ata aberta para que a comissão executiva decida os rumos até o limite do prazo, em 5 de agosto. Nesse intervalo, negociam cargos, secretarias e recursos do Fundo Eleitoral com as chapas majoritárias.
Depois que a convenção é realizada, o partido precisa enviar a ata com as deliberações para a Justiça Eleitoral. Após o registro oficial, o postulante passa de pré-candidato a candidato. Fica autorizado a fazer campanha e pedir votos.
As eleições gerais de 2026 serão realizadas em 4 de outubro, com eventual 2º turno em 25 de outubro. O pleito será disputado sob as regras aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral– publicadas em 4 de março, incluindo normas sobre propaganda, registro de candidaturas, financiamento de campanhas e uso de inteligência artificial. Leia as principais datas do calendário eleitoral nesta reportagem.
