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”Não vou baixar a cabeça para tirano”, diz Flávio sobre Moraes

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que não irá “baixar a cabeça para tirano algum” ao se referir ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Neste sábado (18.jul.2026), o congressista participou do lançamento da pré-candidatura de Maguinha Malta (PL) ao Senado, em Vitória (ES).

Flávio criticou a decisão do ministro que mantém o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, mas o impede de receber visitas por 30 dias. Segundo o senador, Moraes extrapolou sua competência ao intervir em matéria que caberia ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“Depois do que aconteceu ontem, eu já perdi as contas de quantas facadas o presidente Bolsonaro já levou. E ontem foi mais uma. O Alexandre de Moraes parece sem alma, parece o demônio usando uma pessoa para fazer mal para os outros, rasgando Lei, rasgando a Constituição”, disse.

A restrição decorre da divulgação de um vídeo pelo próprio Flávio, em 11 de julho. Na ocasião, o congressista veiculou no Instagram uma Carta aos Brasileiros escrita pelo pai. No texto, o ex-presidente pede votos para o filho e designa o pré-candidato como seu “porta-voz” na disputa pela Presidência da República. 

Em razão do mesmo episódio, Moraes já havia interrompido, em 13 de julho, o direito de Flávio de visitar o pai, pelo prazo de 90 dias. Por esse motivo, Flávio segue com as visitas proibidas, ainda que ele esteja registrado como um dos advogados de Jair. 

Parecer da PGR

A decisão de Moraes veio depois de a Procuradoria Geral da República defender, nesta 6ª feira (17.jul), a manutenção da prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, mas pedir providências para que o ex-presidente cumpra as restrições impostas como condição do benefício. Leia a íntegra (PDF – 162 kB).

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses em regime domiciliar humanitário por crimes contra o Estado Democrático de Direito. Conforme o mandado judicial, a condenação definitiva resultou na suspensão de seus direitos políticos.

Como resposta à ordem de Moraes, a defesa de Bolsonaro disse que o ex-presidente não tinha conhecimento de que a carta seria veiculada publicamente. Segundo a manifestação, Flávio Bolsonaro decidiu divulgar a carta do pai sem informá-lo previamente.