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Anestesia vai além de fazer o paciente dormir durante a cirurgia

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
Anestesia vai além de fazer o paciente dormir durante a cirurgia

Muita gente associa a anestesia apenas ao momento em que o paciente “dorme” para uma cirurgia. Na prática, porém, o procedimento envolve acompanhamento contínuo das funções vitais antes, durante e depois da operação. A Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) lançou um guia voltado ao público para esclarecer como funciona a anestesia e reforçar os cuidados que ajudam a tornar o procedimento mais seguro.

Segundo o presidente da SBA, Vicente Faraon Fonseca, o trabalho do médico anestesiologista vai muito além da administração dos medicamentos.

“O médico anestesiologista é o profissional responsável por monitorar funções vitais e agir rapidamente diante de qualquer alteração. A anestesia moderna envolve tecnologia, planejamento e vigilância contínua”, afirma.

Durante a cirurgia, esse profissional acompanha parâmetros como pressão arterial, frequência cardíaca, respiração, oxigenação, nível de consciência e a resposta do organismo aos medicamentos utilizados.

Informações que não devem ser omitidas

O guia destaca que uma das etapas mais importantes antes da anestesia é a avaliação pré-operatória. Nessa conversa, o paciente deve informar ao médico todas as condições de saúde e os produtos que utiliza regularmente.

Segundo a SBA, é importante comunicar o uso de medicamentos contínuos, suplementos alimentares, anabolizantes, drogas ilícitas e relatar doenças como hipertensão, diabetes, problemas cardíacos e respiratórios.

Essas informações ajudam a equipe médica a escolher a técnica anestésica mais adequada e a reduzir o risco de complicações durante o procedimento.

Sedação também exige cuidados

Outro ponto abordado pela publicação é a realização de sedação profunda. De acordo com a SBA, esse tipo de sedação exige monitoramento permanente e um profissional dedicado exclusivamente ao acompanhamento do paciente durante todo o procedimento.

“A sedação profunda exige monitorização constante e capacidade de resposta imediata diante de emergências. O profissional responsável pela anestesia não deve dividir sua atenção com a realização do procedimento”, explica Fonseca.

A entidade lembra ainda que o Conselho Federal de Medicina (CFM) proíbe a realização de sedação profunda e anestesia geral em consultórios, além de vedar seu uso em procedimentos como tatuagens.

Guia reúne orientações para pacientes

Além de explicar como funciona a anestesia, o material responde dúvidas frequentes sobre temas que costumam gerar preocupação entre os pacientes, como a necessidade de jejum, a possibilidade de permanecer acordado durante uma cirurgia, os efeitos colaterais e a recuperação após o procedimento.

O guia também traz informações sobre direitos dos pacientes, preparo pré-operatório e a importância de a anestesia ser conduzida por um médico anestesiologista durante todo o procedimento.