Na 3ª feira (14.jul.2026), a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou a Lei de Proteção da Luz Solar (Sunshine Protection Act, em inglês). A proposta eliminaria a necessidade de a população alterar os relógios duas vezes ao ano, adiantando-os em uma hora em março e atrasando-os em uma hora em novembro.
A lei, aprovada por 308 votos a favor e 117 contra, tornaria permanente o horário atualmente adotado de março a novembro, a menos que algum Estado optasse por se isentar antes de sua entrada em vigor.
O presidente Donald Trump (Partido Republicano, direita) vinha pressionando o Congresso para aprovação do projeto. Em 21 de maio, publicou em seu perfil no Truth Social que “trabalharia muito para que a Lei de Proteção da Luz Solar fosse aprovada”.
O projeto segue para apreciação no Senado dos EUA. Não se espera que a Casa o analise e aprove rapidamente, apesar da ampla maioria obtida na Câmara.
Lei paralisada no Senado
Em 2025, o Senado travou uma versão da proposta depois que o senador Tom Cotton (Partido Republicano) se opôs à tramitação acelerada do projeto. Segundo Cotton, a adoção permanente do horário de verão pode trazer consequências negativas para regiões dos Estados Unidos onde o Sol só nasce às 9h ou até mais tarde.
Ao ser questionado sobre a nova proposta pela NBC News, o líder da maioria no Senado, John Tune (Partido Republicano), afirmou que “simplesmente não acha que haja apoio para uma obrigatoriedade. Isso já foi tentado uma vez e revogado, mas estamos analisando a situação”.
