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Zema defende mudança no STF, critica Gilmar e cita Vorcaro

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, defendeu nesta 4ª feira (8.jul.2026) mudanças no Supremo Tribunal Federal, criticou o ministro da Corte Gilmar Mendes e citou Daniel Vorcaro –mas sem dizer seu nome. As declarações foram dadas durante a Agenda dos Presidenciáveis da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), em Brasília.

Zema disse que o magistrado andou no jatinho do banqueiro bandido” e defendeu mudanças nas regras de indicação à Corte.

No evento, Zema afirmou que um eventual governo seu daria ênfase a um “choque moral e ético” no país. Na avaliação do ex-governador, o STF perdeu credibilidade e precisa passar por mudanças institucionais. O discurso integra a estratégia do pré-candidato de associar sua campanha à defesa de ajustes na administração pública e ao controle dos gastos federais.

Ao criticar o Supremo, Zema declarou que “o Supremo, principalmente, está cheio de fruta podre. Em seguida, direcionou as críticas a Gilmar Mendes.

“Estou respondendo um processo do ilustríssimo, excelentíssimo ministro Gilmar Mendes, que não pode ser criticado. Quem andou no jatinho do banqueiro bandido foi ele, não fui eu. Ele e os colegas dele do Supremo”, disse.

Zema afirmou que deseja um Supremo “com a credibilidade que já teve no passado”. Entre as mudanças defendidas, declarou que indicaria apenas ministros com, no mínimo, 60 anos de idade e escolhidos a partir de uma lista prévia, para reduzir a influência direta do presidente da República na nomeação dos integrantes da Corte.

O pré-candidato também voltou a criticar as decisões monocráticas dos ministros do STF. Disse que não considera adequado que um único magistrado possa suspender atos aprovados pelo Congresso Nacional.

“Se tem lá 513 deputados votando e tudo é anulado por um ministro, para que ter então Câmara e Senado?”

Durante a apresentação aos empresários, Zema também afirmou que o Brasil precisa de um “choque na gastança” do governo federal e de um “choque na segurança pública”. Segundo ele, essas seriam as 3 prioridades de uma eventual gestão na Presidência da República.

Ao defender sua trajetória política, o ex-governador disse que deixou o governo de Minas Gerais sem casos de corrupção envolvendo sua administração. Também afirmou que sua experiência no setor privado e à frente do Estado o credencia para disputar o Palácio do Planalto nas eleições de 2026.

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