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Zema pede novo julgamento de Bolsonaro

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, defendeu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja submetido a um novo julgamento no processo em que foi condenado por tentativa de golpe de Estado. A declaração foi dada em entrevista ao podcast No Osso, do projeto Derrubando Muros, na noite de 2ª feira (6.jul.2026).

Bolsonaro foi condenado pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão. A Corte concluiu que o ex-presidente liderou uma organização criminosa para mantê-lo no poder depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022. O relator do processo foi o ministro Alexandre de Moraes.

“Talvez deveria ter rejulgamento [do ex-presidente] para avaliar. Vamos colocar em pauta novamente, aprofundar com pessoas mais isentas”, declarou Zema.

Novo julgamento

O pré-candidato foi questionado sobre sua defesa da anistia a Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Ele comparou a situação do ex-presidente à anistia concedida a pessoas que atuaram contra a ditadura militar. O mediador lembrou que muitos desses perseguidos não tiveram direito a julgamento, diferentemente de Bolsonaro, que teve ampla defesa.

Zema também citou a operação Lava Jato. Em seguida, foi novamente confrontado pelo mediador, que afirmou que parte das ações da operação foi anulada por erros processuais em instâncias inferiores, e não por absolvição dos investigados.

Depois, o pré-candidato passou a questionar a competência do STF para julgar Bolsonaro. O ex-presidente foi condenado por 5 crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Ao ser perguntado sobre o risco político e institucional de uma anistia, Zema reconheceu que o impacto seria elevado.

“Muito grande. Concordo plenamente”, disse. Na sequência, defendeu que o processo fosse analisado novamente.

“Agora, na minha opinião, teve mais condução política do que jurídica”, afirmou.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária. A medida foi concedida por Moraes em março, depois de 7 pedidos da defesa, com base no quadro de saúde do ex-presidente. Na 6ª feira (3.jul.2026), o ministro prorrogou a prisão domiciliar e afirmou que o regime contribuiu para a melhora clínica de Bolsonaro.

Mandato e educação

Na entrevista, Zema tentou se afastar da imagem de aliado direto de Bolsonaro. “Por ter sido eleito junto com Bolsonaro, por ser de direita, por ser anti-PT, criou-se essa imagem [de ser bolsonarista], declarou.

O pré-candidato também disse ser “totalmente favorável à democracia” e “totalmente contrário a qualquer tentativa de golpe”. Afirmou ainda confiar nas urnas eletrônicas, embora tenha defendido a adoção de um mecanismo impresso para auditoria. “Todo mecanismo de melhoria é bem-vindo, mas confio. Fui eleito duas vezes”, disse.

Na mesma entrevista, Zema afirmou que aceitaria governar por só 1 mandato caso isso fosse necessário para aprovar reformas estruturais. O pré-candidato disse não ter um “projeto pessoal de poder” e declarou que prefere perder popularidade a deixar de fazer mudanças no governo federal.

Também criticou sindicatos da área da educação que, segundo ele, mantêm um “pacto pela mediocridade” e atuam contra modelos que diferenciam o desempenho de professores e escolas e premiam os melhores resultados.


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