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Resposta do Itamaraty sobre PCC e CV tem lacunas, diz deputado

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O deputado federal Evair de Melo (Republicanos-ES) criticou, nesta 2ª feira (6.jul.2026), a resposta enviada pelo Ministério das Relações Exteriores à Câmara dos Deputados sobre os possíveis efeitos da classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

Em nota enviada ao Poder360, o congressista disse que o governo deixou de apresentar informações objetivas sobre providências adotadas pelo Estado brasileiro diante do tema. “O Ministério limitou-se a cumprir uma formalidade burocrática, mas deixou de responder aquilo que o Congresso Nacional efetivamente perguntou”, declarou.

A manifestação foi feita depois de o Itamaraty responder a um requerimento apresentado pelo deputado. No documento, o governo afirmou que a classificação das facções pode ter impactos econômicos, jurídicos e diplomáticos, além de permitir a adoção de medidas que violem a soberania nacional.

Melo questionou a falta de detalhamento sobre a atuação diplomática do governo. Segundo ele, embora o ministério tenha declarado ter manifestado sua posição aos Estados Unidos, não informou quando os contatos foram realizados, quais canais diplomáticos foram utilizados nem quais autoridades participaram das discussões.

“O Parlamento não pediu um posicionamento político; pediu informações objetivas sobre a estratégia do governo”, disse.

O deputado também criticou a ausência de informações sobre a articulação entre diferentes órgãos do governo e questionou se as avaliações apresentadas pelo ministério foram fundamentadas em pareceres técnicos ou estudos oficiais.

Melo disse que o próprio governo reconhece possíveis impactos financeiros, jurídicos e institucionais da medida, mas não apresentou uma estratégia clara para enfrentá-los. “Se admite a existência desses riscos, deveria igualmente apresentar, com absoluta transparência, qual é o plano do Estado brasileiro para mitigá-los e defender os interesses nacionais”, afirmou.

Apesar de citar preocupações levantadas pelo governo sobre efeitos internacionais da medida, Melo disse que a classificação das facções “não autoriza, por si só, qualquer intervenção militar em território brasileiro”

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