O rodízio de carros estará suspenso na próxima quinta-feira (9/7) e sexta-feira (10) em razão do feriado prolongado da Revolução Constitucionalista, informou a Prefeitura de São Paulo. Com isso, automóveis com placas final 7, 8, 9 e 0 poderão circular normalmente pelas ruas da capital durante todo o dia em ambas as datas.
A gestão municipal prevê redução na circulação de veículos nas datas. Na quinta, além do rodízio para veículos leves, veículos pesados estarão isentos da restrição. Faixas exclusivas de ônibus também estarão liberadas para uso apenas neste dia. Já o estacionamento rotativo pago, a chamada “Zona Azul”, funcionará conforme a sinalização.
O dia 9 de julho é feriado em todo o estado de São Paulo. A data, instituída em calendário oficial em 1997, lembra a Revolução Constitucionalista de 1932, quando civis e militares iniciaram uma revolta armada contra o governo provisório de Getúlio Vargas, que havia tomado o poder dois anos antes sem convocar eleições gerais ou nova Constituição.
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Em 2026, a data cai na quinta-feira. Na sexta, algumas empresas aproveitam para estender a folga aos funcionários. Vale lembrar, entretanto, que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não obriga a emenda de feriados, que deve partir de acordo individual ou coletivo.
Entenda o que é celebrado no feriado de 9 de Julho
Celebrado na próxima quinta-feira, 9 de julho, o feriado estadual de São Paulo instituído oficialmente em 1997 comemora a Revolução Constitucionalista de 1932, que teve como palco o estado paulista em oposição ao governo da época.
O movimento se iniciou em 9 de julho de 1932, quando civis e militares paulistas se revoltaram contra o governo provisório de Getúlio Vargas, que chegou ao poder em 1930 sem convocar eleições gerais e sem uma nova Constituição.
No dia 23 de maio do mesmo ano, alguns meses antes do movimento, paulistas foram às ruas da capital para se manifestar contra o governo Getúlio. Em resposta, a força policial executou quatro estudantes que participaram do ato: Mário Martins Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade.
Esse episódio violento deu mais força às insatisfações da população e as iniciais dos nomes e sobrenomes dos quatro estudantes ficaram marcados na história paulista e da Revolução Constitucionalista, sob o acrônimo MMDC.
No dia 9 de julho, tropas paulistas iniciaram a luta armada com pouco apoio de outros estados. As batalhas ocorreram principalmente na região do Vale do Paraíba. O movimento veio ao fim em 1º de outubro do mesmo ano, quando os revolucionários se renderam.

