A CEP (Comissão de Ética Pública da Presidência) concluiu, nesta 2ª feira (6.jul.2026), que não há conflito de interesses na atuação de indicados do governo no Conselho de Administração da Itaipu Binacional e liberou a participação de Dario Durigan (Ministério da Fazenda), Miriam Belchior (Ministério do Planejamento) e Bruno Moretti (Ministério do Planejamento) no colegiado.
Os 3 foram escolhidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em maio para assumir cadeiras anteriormente ocupadas por Fernando Haddad, Rui Costa e Gleide Andrade. As informações foram divulgadas pelo jornalista do O Globo, Lauro Jardim.
Os casos foram analisados pela CEP em reunião realizada no fim de junho. O entendimento foi de que não há impedimentos para que os indicados exerçam as funções no conselho.
Além deles, o colegiado também conta com a participação dos ministros Alexandre Silveira, Esther Dweck e Mauro Vieira.
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
A usina hidrelétrica de Itaipu está no rio Paraná, na fronteira do Brasil com o Paraguai. Por operar nos territórios dos dois países, a gestão da empresa é conjunta e feita de forma igualitária. O Conselho de Administração, instância máxima da estatal, tem 12 integrantes com poder de decisão. O governo brasileiro tem direito a 6 indicados e o Paraguai, a outros 6.
Há, ainda, 2 lugares reservados exclusivamente para representantes dos Ministérios das Relações Exteriores dos 2 países, 1 do Itamaraty e 1 do Paraguai. De fato, pela regra do tratado da usina, esses 2 integrantes participam das reuniões e têm direito a voz, mas não têm direito a voto.
