O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mencionou, nesta 4ª feira (1º.jul.2026), a sua amizade de décadas com o senador Jaques Wagner (PT-BA) durante evento em Alagoinhas, na Bahia. O congressista acompanhou o presidente dias depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada às investigações sobre o Banco Master.
Em discurso, Lula afirmou que Wagner é um dos aliados que o ajudaram ao longo de sua trajetória política. “A verdade é essa, é que nem todo irmão é um amigo, mas todo amigo é um irmão. E essas pessoas, ao longo da vida, têm me ajudado a fazer o que eu faço, a ser o que eu sou”, declarou. Também citou o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT-BA), o senador Otto Alencar (PSD-BA) e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
O senador deixou a liderança do governo em 24 de junho, depois de se reunir com Lula. Afirmou que a sua “prioridade absoluta” é provar a sua “inocência”.
O presidente também relembrou quando Wagner deixou o Ministério do Trabalho, em 2006, para disputar o governo da Bahia. Lula disse que considerava a candidatura uma “aventura” e acreditava que o “galego”, apelido de Wagner, ia perder a eleição.
“Ele era meu ministro do Trabalho quando me procurou e falou: ‘vou ter que sair porque vou ser candidato a governador’. Falei: ‘Você é louco. Vai fazer uma aventura de enfrentar o carlismo?’. Falei: ‘Wagner, você vai perder as eleições’. Ele disse que ia ganhar. Não é que o galego veio e ganhou no 1º turno as eleições?”, disse.
Lula ainda citou as reeleições de Wagner e de Rui Costa, além da eleição do atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, dizendo que também duvidou da vitória do petista, mas que Wagner insistia que ele venceria a disputa.
Na mesma cerimônia, Otto também fez um aceno a Wagner, ao chamá-lo de “irmão” e afirmar que tem muita “admiração” pelo senador.
“São dois votos agora, não pode pedir voto, mas se fosse eu e você, eu não pediria voto para mim, eu pediria para você e renunciava ao meu voto pelo merecimento que você tem comigo”, declarou.
