A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou, nesta quarta-feira (1º/7), luto nacional de sete dias pelas vítimas dos terremotos que atingiram o país na última semana. Segundo último balanço do governo, 2.295 mortes foram confirmadas.
Em comunicado publicado nas redes sociais, Rodríguez afirmou que a medida começa a valer às 18h desta quarta-feira e presta homenagem às vítimas da tragédia.
“A Venezuela tem a alma dilacerada pelas perdas humanas causadas pelos devastadores terremotos. Hoje acompanhamos na dor as famílias que perderam seus entes queridos e elevamos nossas orações pelos feridos, pelas pessoas desaparecidas e pelas comunidades afetadas”, escreveu.
En estos momentos de tristeza abrazamos a quienes sufren esta tragedia y reafirmamos nuestro compromiso de acompañarlos y protegerlos. pic.twitter.com/eGOtAYk25u
— Delcy Rodríguez (@delcyrodriguezv) July 1, 2026
Ao anunciar o decreto, a presidente interina acrescentou que o país deve permanecer unido diante da crise. “Nestes momentos de profunda tristeza, abraçamos aqueles que sofrem com esta tragédia e reafirmamos nosso compromisso de acompanhá-los e protegê-los”, afirmou.




Pessoas observam prédios incendiados após um terremoto de magnitude 7,2 atingir a Venezuela
Jesus Vargas/Getty ImagesMortos, feridos e desaparecidos
- Mais cedo, nesta quarta-feira, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, atualizou o balanço oficial da tragédia.
- Segundo ele, os dois terremotos deixaram 2.295 mortos e 11.267 pessoas feridas e desabrigadas.
- Até o momento, o governo venezuelano não divulgou um número oficial de desaparecidos.
- No entanto, estimativas de uma plataforma criada por organizações da sociedade civil para auxiliar nas buscas apontam que mais de 40 mil pessoas continuam com paradeiro desconhecido desde os tremores.
Desde 24 de junho, data em que a Venezuela foi atingida por dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, foram registradas 782 réplicas, além de outros tremores de menor intensidade, o que dificulta os trabalhos das equipes de emergência e aumenta os riscos para a população nas áreas afetadas.
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Crise humanitária
Na terça-feira (30/6), a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), responsável por coordenar ações de proteção e abrigo, alertou para a rápida deterioração da situação humanitária nas regiões atingidas.
Segundo a agência, há grave escassez de alimentos, colapso dos serviços básicos e aumento dos riscos de proteção para milhares de pessoas deslocadas pelos terremotos. O organismo também reforçou a necessidade de ampliar a assistência humanitária e acelerar o envio de ajuda às comunidades afetadas.

