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Milei nomeia ministro do Interior como novo chefe de gabinete

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Milei nomeia ministro do Interior como novo chefe de gabinete

O presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), nomeou no domingo (28.jun.2026) o então ministro do Interior, Diego Santilli, como novo chefe de gabinete. Ele substitui Manuel Adorni, que renunciou no sábado (27.jun.2026) sob suspeita de enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio.

“Aqui, ao lado do novo chefe de gabinete, Diego Santilli, e da secretária-geral da Presidência, Karina Milei, definindo as bases para uma transição organizada do cargo. A cerimônia de posse será na 3ª feira, às 16h”, escreveu Milei em seu perfil no X.

Santilli é filiado ao partido de centro-direita Proposta Republicana, fundado em 2005 pelo ex-presidente Mauricio Macri. Ele é o 4º chefe de gabinete de Milei desde que o presidente chegou ao poder, em dezembro de 2023.

“Assumo o desafio mais importante da minha vida com o compromisso de continuar trabalhando para que este governo siga fazendo história. Acredito em projetos coletivos, não em projetos individuais”, disse Santilli em seu perfil no X.

“Vou dar tudo de mim para que este governo continue avançando nas reformas estruturais de que a Argentina precisava há décadas”, acrescentou.

Adorni estava no cargo desde novembro de 2025. Ele vinha sendo criticado por gastos recentes com viagens da família, considerados incompatíveis com sua renda. As suspeitas surgiram depois de viagens em classe executiva com a família para Aruba no Natal e um voo em jato particular para o Uruguai no Carnaval.

Adorni afirmou que seu patrimônio foi construído antes de entrar no governo e que os gastos pessoais foram pagos com recursos próprios. “Não cometi nenhum crime e vou provar isso na Justiça”, disse em audiência no Congresso em abril.

Em maio, Milei afirmou ao jornal La Nación que Adorni permaneceria no governo e que não condenaria uma pessoa inocente.

Já em junho, Adorni disse ao mesmo veículo que manteve por anos dinheiro não declarado, “como todos os argentinos”. Na ocasião, afirmou ter retificado declarações de imposto de renda de 2023 e 2024 para incluir cerca de US$ 500 mil não declarados.

Nas últimas semanas, o governo Milei tem enfrentado críticas por suspeitas de corrupção, em meio à queda do poder de compra dos argentinos devido à inflação. Pesquisa da Opina Argentina, divulgada em maio, mostrou que a aprovação do presidente caiu para 39%. Um ano antes, era de 53%, segundo a Reuters.

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