O Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central), que representa os servidores do BC (Banco Central), defendeu nesta 5ª feira (25.jun.2026) a contratação de Luana Piovani. Em 9 de junho, a atriz postou um vídeo se opondo à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que visa a dar autonomia ao BC. De acordo com o sindicato, o vídeo pago feito por Piovani deu “visibilidade” para a questão.
Ao Poder360, a assessoria do Sinal afirmou se tratar de “uma pauta que precisa ter interlocutores capazes de tornar seu entendimento, que é bastante complexo, algo acessível a toda população”.
Piovani recebeu um pagamento de R$ 300 mil pelo serviço, autorizado pela direção do conselho regional do Sinal no Distrito Federal. No vídeo, postado em sua conta no Instagram, ela criticou a proposta, que tramita no Senado, e defendeu os interesses da categoria.
Segundo o sindicato, a atriz foi contratada de forma legal. A organização disse que “possui legitimidade para promover estudos, celebrar contratos, desenvolver ações institucionais e adotar as medidas necessárias à defesa dos interesses da categoria, observadas as deliberações dos órgãos competentes e sempre de forma transparente”.
PEC DA AUTONOMIA DO BC
O texto é relatado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM). Passou na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e aguarda votação em plenário.
Na prática, a proposta:
- tira o BC da dependência direta do Orçamento Geral da União e permite que use receitas próprias para bancar despesas administrativas e operacionais;
- permite que o BC passe a ter mais controle sobre carreiras, salários e aposentadorias de seus servidores;
- colocar o Pix na Constituição, garantindo a gratuidade para pessoas físicas e proibindo sua privatização ou transferência para outro órgão.
O Sinal é contra a PEC por entender que transformar o BC em empresa pública pode reduzir o controle da sociedade sobre o órgão e aumentar a influência de bancos privados e empresas estrangeiras, prejudicando a fiscalização. Também alerta que o fim da estabilidade dos servidores pode afetar a independência dos funcionários para fiscalizar o sistema financeiro.
Leia a íntegra da nota do Sinal:
“PEC 65 e a atuação do Sindicato
“Esclarecemos que a posição do SINAL-DF em relação à PEC 65/2023 está embasada no mandato concedido pela maioria dos servidores aos quais representa.
“Na condição de Seção Regional dotada de personalidade jurídica própria, CNPJ e autonomia administrativa, financeira e patrimonial, o SINAL-DF possui legitimidade para promover estudos, celebrar contratos, desenvolver ações institucionais e adotar as medidas necessárias à defesa dos interesses da categoria, observadas as deliberações dos órgãos competentes e sempre de forma transparente.
“O SINAL-DF reafirma, por fim, seu compromisso em dar visibilidade a uma pauta que precisa ter interlocutores capazes de tornar seu entendimento, que é bastante complexo, algo acessível a toda população, uma vez que as suas consequências impactarão toda sociedade, podendo ser desastrosas para o país.”
