O candidato a presidente do Peru Roberto Sánchez (Juntos por el Perú, esquerda) pediu na 2ª feira (22.jun.2026) a anulação dos votos emitidos no exterior no 2º turno das eleições presidenciais. Essa medida poderia afetar cerca de 300.000 votos, no momento em que a apuração oficial mostra uma pequena vantagem para a candidata de direita, Keiko Fujimori (Fuerza Popular).
Com 99,716% das urnas contabilizadas até as 8h desta 3ª feira (23.jun), Fujimori tinha 50,111% dos votos, ante 49,889% de Sánchez. A diferença era de 40.600 votos. Até o momento, mais de 19 milhões de votos foram contabilizados.
O 2º turno foi disputado em 7 de junho. Para a declaração do resultado oficial, ainda devem ser revisadas atas impugnadas que contêm quase 82.000 votos.
“Apresentamos o pedido de nulidade de ofício para que o Júri Nacional de Eleições declare a nulidade das eleições realizadas pelas 119 repartições consulares”, escreveu Sánchez no X.
“O procedimento eleitoral foi gravemente afetado pelas modificações introduzidas a pedido do Poder Executivo (Chancelaria), especificamente no 2º turno presidencial”, disse o candidato, sem apresentar provas.

Sánchez disse que houve irregularidades administrativas e de custódia do organismo eleitoral na votação no exterior, que representa quase 300.000 votos. Afirmou que, excluindo os votos de eleitores que moram fora do país, tem uma vantagem de aproximadamente 25.000 votos sobre a adversária.
Missões de observação da OEA (Organização dos Estados Americanos) e da União Europeia afirmaram que a votação transcorreu de forma regular. Os grupos pediram que candidatos e eleitores aguardem a conclusão da apuração e da análise dos recursos.
Leia mais:

