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Estado não pode abrir mão de regular big techs, diz Celso Amorim

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Celso Amorim, disse nesta 3ª feira (16.jun.2026) que “o grande desafio hoje é garantir que o uso da tecnologia esteja calcado na moral e na ética”. Segundo ele, “os Estados não podem abdicar de sua legítima capacidade regulatória, derivada do voto do povo”

As declarações foram feitas durante a abertura da 23ª Conferência de Segurança Internacional do Forte, no Rio de Janeiro.

“A ideia da autonomia das máquinas é algo que gera temor e move a imaginação das pessoas há muito tempo. Mas sempre há algo de humano no uso da tecnologia, nem que seja a decisão de delegar determinado processo às máquinas. Não há como escapar a essa responsabilidade”, disse o assessor especial.

Segundo Amorim, as big techs “recusam qualquer tipo de regulação”, mas cabe ao Estado fazê-la.

“Temos que garantir que o desenvolvimento tecnológico seja direcionado para bens comuns, como a diminuição da pobreza, a proteção do meio ambiente e a garantia dos direitos humanos”, afirmou.

SOBERANIA E SEGURANÇA

Amorim disse que “segurança não é apenas uma questão física e territorial”, mas que “depende também da proteção de redes, sistemas financeiros, energia, transporte, comunicação e saúde”

Nesse sentido, “a resiliência cibernética é uma condição de soberania no século 21” para o assessor especial da Presidência. 

“Sem proteção digital, não há autonomia decisória nem confiança institucional”, afirmou.

Segundo ele, “um país como o Brasil precisa estar plenamente consciente da importância e das implicações dos dados na economia digital”.

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