O empate por 1 a 1 entre Brasil e Marrocos acendeu o debate sobre o real nível da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Para o comentarista da Itatiaia, Edu Panzi, que acompanha o torneio diretamente dos Estados Unidos, o resultado reflete uma realidade que precisa ser encarada com clareza: o Brasil não é favorito ao título.
“A principal lição é entender de uma vez por todas que o Brasil não é favorito a ganhar a Copa do Mundo”, afirmou Edu Panzi. Segundo ele, a Seleção está em um nível abaixo das equipes brasileiras de Copas anteriores, especialmente quando comparada ao Marrocos, adversário do mesmo grupo.
Marrocos joga melhor do que o Brasil
Edu Panzi foi enfático ao avaliar o desempenho coletivo das duas equipes.
“De 2022 para cá, os últimos três anos, três anos e meio, a seleção marroquina joga um futebol melhor do que o da seleção brasileira. Em termos de time, em termos coletivos, Marrocos é melhor que o Brasil”, declarou o comentarista, que afirmou ter encarado o resultado com “muita normalidade”.
Titularidade de jogadores pode ser questionada
Além do desempenho coletivo, Edu Panzi destacou que o empate trouxe outra lição importante: nenhum atleta deve considerar sua vaga garantida no time. O comentarista citou Casemiro como exemplo de jogador que “foi muito mal na estreia” e que pode perder a posição.
Na lateral direita, mencionou ainda a disputa entre Ibañes e Danilo, e a possível presença de Fabinho. Para o próximo jogo, diante do Haiti, Panzi sugeriu que a Seleção poderia se beneficiar de escalar um centroavante e explorar melhor as laterais do campo.
Zebras são normais em Copas do Mundo, avalia Panzi
Questionado sobre outros resultados surpreendentes da competição — como o empate entre Espanha e Cabo Verde e entre Bélgica e Egito —, Edu Panzi avaliou que surpresas fazem parte do torneio.
“As zebras vão aparecer. Toda Copa do Mundo, as zebras acontecem”, disse. Para ele, o empate de Cabo Verde contra a Espanha foi a maior zebra entre os resultados citados, enquanto o confronto entre Bélgica e Egito reflete um maior equilíbrio entre as seleções.
O comentarista lembrou ainda que a atual edição é a maior Copa do Mundo da história, com 48 seleções participantes.
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