O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta 3ª feira (16.jun.2026) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. Os 3 líderes se encontraram na cúpula do G7, realizada na França.
Na bilateral, trataram do veto à compra da carne brasileira, oficializado em junho e que passa a valer a partir de 3 de setembro. Eis a íntegra do documento (PDF – 387 kB).
As autoridades se comprometeram a buscar soluções que contemplem as demandas europeias em relação às preocupações sanitárias, fitossanitárias e de proteção da indústria de aço.
Lula e os representantes da União Europeia também definiram um mecanismo entre o Itamaraty e a Comissão para tratar das dificuldades nas áreas de produtos de origem animal e siderúrgicos.
VETO À CARNE
Segundo a União Europeia, o Brasil não apresentou informações exigidas pela Comissão Europeia que assegurem que a carne e outros produtos de origem animal do país cumprem os requisitos do bloco sobre antimicrobianos –substâncias que costumam ser aplicadas na pecuária para tratar ou prevenir infecções e acelerar o crescimento do rebanho. O uso é proibido na Europa.
O Agrostat (Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro) mostra que o bloco europeu é o 3º principal destino da carne brasileira, superado apenas por China e Estados Unidos.
Em paralelo, o Parlamento Europeu aprovou, nesta 3ª feira (16.jun), o corte de tarifas de importação sobre produtos industriais dos Estados Unidos. Em seu perfil no X, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou a aprovação da medida. “Acordo é acordo –e a UE está cumprindo a sua parte”, escreveu.
LULA NO G7
O presidente também participará de debates sobre parcerias internacionais, desenvolvimento global e crescimento econômico equilibrado. Lula deve cobrar dos países ricos a manutenção do financiamento de iniciativas voltadas ao combate à pobreza e ao desenvolvimento das economias emergentes.
Outro tema será a exploração de minerais críticos, incluindo terras-raras. O Brasil defenderá maior valorização desses recursos nos próprios países onde são extraídos. Segundo o governo, a posição está ligada à defesa da soberania nacional.
Esta será a 10ª participação de Lula em uma cúpula do G7 como convidado. O Brasil não integra o grupo e, por isso, ficará fora da negociação dos documentos finais. A delegação poderá aderir aos textos de seu interesse depois da aprovação pelos integrantes.
Na 3ª feira (16.jun.), Lula participou da sessão sobre parcerias internacionais. Já na 4ª feira (17.jun.), a programação inclui o debate sobre crescimento econômico equilibrado, um almoço com representantes do setor de tecnologia para discutir inteligência artificial e possíveis reuniões bilaterais.


