Trabalhadores da Rádio e TV Justiça e setores da Comunicação Institucional do Supremo Tribunal Federal começaram, nesta 2ª feira (15.jun.2026), uma greve que paralisou a programação das emissoras.
Os trabalhadores protestam contra o atraso no pagamento de salários, que é realizado pela empresa terceirizada Fundac (Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação), e demais dívidas trabalhistas.
Segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF e o Sindicato dos Radialistas, as transmissões ao vivo não estão sendo veiculadas devido à alta adesão dos funcionários à paralisação (mais de 90%).
Na manhã desta 2ª feira (15.jun), a TV Justiça reprisou o julgamento dos embargos do Marco Civil da Internet, realizado na semana passada. Já na Rádio Justiça, a programação foi baseada em reprodução de músicas.
Na 5ª feira (11.jun), o STF apresentou aos profissionais as multas aplicadas nos últimos meses à Fundac para penalizar a empresa pelo descumprimento de benefícios. Segundo os sindicatos, a Corte se comprometeu a pagar diretamente o montante devido aos funcionários contratados por posto de trabalho.
Já para os trabalhadores contratados por demanda de produtos, o STF fará levantamento das notas fiscais pendentes de pagamento à Fundac e dos valores devidos a cada profissional e destinará os recursos ao pagamento de verbas rescisórias.
Para os sindicatos, a imposição de multas à Fundac é insuficiente. Eles pedem garantias concretas da quitação dos débitos trabalhistas, incluindo depósitos do FGTS não realizados.
