O chanceler de Cuba, Bruno Rodriguez, disse nesta 6ª feira (12.jun.2026) que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, intensificou o bloqueio econômico e energético contra a ilha por interesses políticos pessoais. A declaração foi publicada pelo ministro cubano na rede social X.
Segundo Rodriguez, o endurecimento das medidas contra Cuba estaria relacionado a ambições presidenciais do chefe da diplomacia norte-americana e aos interesses da elite política que apoiou sua ascensão. O chanceler afirmou que essas motivações explicam a adoção de novas restrições contra o país caribenho.
“O secretário de Estado do regime dos EUA, impulsionado por ambições de conquista, aspirações presidenciais e os sentimentos vingativos da elite que impulsionou sua carreira política, agora aperta ainda mais o estrangulamento econômico e energético contra Cuba”, escreveu.

A medida faz parte de uma série de restrições contra a ilha. Em 20 de maio, o governo norte-americano indiciou o ex-presidente Raúl Castro, de 94 anos, pelo abate de duas aeronaves de um grupo de cubanos exilados, em 24 de fevereiro de 1996.
As restrições incluem a realização de qualquer contribuição ou provisão de fundos, bens ou serviços por, para ou em benefício de qualquer pessoa bloqueada. O recebimento de qualquer contribuição ou provisão de fundos, bens ou serviços de tais pessoas também está proibido.
O chanceler também acusou o diplomata de utilizar argumentos falsos para justificar as medidas. Segundo Rodriguez, o secretário de Estado não recorre às justificativas oficiais elaboradas pelo Departamento de Estado e utiliza o que classificou como “mentiras brutas” contra o governo cubano.
A publicação é feita durante as tensões recorrentes entre Havana e Washington. O governo cubano atribui parte de suas dificuldades econômicas às sanções impostas pelos Estados Unidos, enquanto autoridades norte-americanas defendem as restrições como instrumento de pressão política sobre o regime da ilha.

