O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viajará a França na 2ª feira (15.jun.2026) para participar da cúpula do G7. Um dos principais temas abordados será a questão dos minerais críticos, já que o petista planeja conversar com líderes sobre a valorização do elemento no próprio lugar de extração –fazendo coro à questão da soberania nacional.
Esta será a 10ª vez que Lula comparece ao encontro do grupo na condição de convidado. No entanto, a delegação brasileira, que não integra o grupo, não participará do processo de negociação dos documentos –que ainda estão sendo fechados pela presidência francesa.
Segundo o Itamaraty, a comitiva só terá acesso às íntegras após a aprovação final de todos os integrantes do G7. O Brasil se limitará a endossar os tratados de sua preferência, priorizando a questão do “crescimento econômico equilibrado” e terras-raras.
Eis os temas dos acordos que serão fechados:
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parcerias internacionais para o desenvolvimento;
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crescimento econômico equilibrado;
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proteção online de menores;
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combate ao narcotráfico;
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luta contra o câncer;
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combate ao contrabando de migrantes;
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minerais críticos.
Lula estará acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e uma delegação pequena, que ainda será definida pelo Planalto. O petista deve discursar durante duas sessões da cúpula.
O presidente participará na 3ª feira (16.jun) da discussão sobre parcerias internacionais com os países do G7. Na 4ª feira (17.jun), irá a reuniões a respeito de “crescimento econômico equilibrado”, participará de um almoço sobre IA (inteligência artificial) e terá reuniões bilaterais –que ainda não foram confirmadas.
A delegação brasileira não irá comparecer às sessões relacionadas à guerra na Ucrânia e aos países do Oriente Médio. As discussão sobre as tarifas aplicadas pelos EUA ao Brasil não serão foco das discussões, mas podem integrar as conversas sobre combate ao unilateralismo.
Lula e Mauro Vieira devem adotar tom de preocupação com a restrição da União Europeia às exportações da carne brasileira. Durante a viagem, devem reforçar a posição oficial do Itamaraty, que é de que o Planalto recebeu a notícia “com surpresa” e adotar tom de preocupação.
Além do Brasil, a presidência francesa convidou Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito para a cúpula do G7. Também participarão o FMI (Fundo Monetário Internacional), Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento e OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
