O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não irá nomear um senador do PT para relatar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6 X 1.
Alcolumbre tinha, até semana passada, uma lista com 15 pedidos para relatar a PEC aprovada pela Câmara. Eis alguns dos nomes: Rodrigo Pacheco (PSB-MG), Omar Aziz (PSD-AM), Efraim Filho (PL-PB), Rogério Carvalho (PT-SE) e Paulo Paim (PT-RS).
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu na 3ª feira (9.jun.2026) que o escolhido fosse o ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE). Na Câmara, a relatoria foi do deputado Leo Prates (BA), que recém deixou o PDT e foi para o Republicanos.
A proposta está parada no Senado desde 28 de maio. Líderes partidários esperam uma reunião com o chefe do Senado para definir o rito da tramitação. O líder do Governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que a proposta deve seguir para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na próxima semana.
Normalmente, quando uma PEC vem da Câmara, o rito usual é despachar pra CCJ e depois ir diretamente para o plenário. Alcolumbre, porém, indicou que a proposta deve passar por mais de uma comissão.
Se o amapense optar por um rito mais demorado, a proposta dificilmente será aprovada antes do recesso do Legislativo, que começa em 18 de julho. Depois, o foco vira as eleições.
