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ONU pede aos EUA que reconsiderem política migratória para a Copa

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

Volker Türk, chefe de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), pediu aos Estados Unidos que reavaliem sua política migratória para a Copa do Mundo de 2026. A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas nesta 4ª feira (10.jun.2026), em Genebra, após o impedimento da entrada de um árbitro credenciado para o Mundial e outros episódios envolvendo delegações estrangeiras.

O árbitro somali Omar Artan, de 34 anos, teve a entrada nos Estados Unidos negada no sábado (7.jun), ao desembarcar em Miami. Credenciado para atuar na Copa do Mundo de 2026, Artan viajava para se reunir ao grupo de árbitros selecionados para o torneio. O governo norte-americano justificou a decisão com base em alegações de segurança nacional.

Türk manifestou preocupação com a aplicação das políticas migratórias dos Estados Unidos. “Espero sinceramente que haja uma reflexão profunda sobre a maneira como a aplicação das políticas migratórias afeta os direitos humanos e a dignidade humana e que, especialmente no contexto da Copa do Mundo, sejam repensadas políticas que, infelizmente, parecem prevalecer atualmente, particularmente nos Estados Unidos”, afirmou.

O episódio se deu no contexto de endurecimento das políticas migratórias promovidas pelo presidente Donald Trump (Republicano) desde o início de seu 2º mandato, em janeiro de 2025. O republicano ampliou os mecanismos de controle nas fronteiras e reforçou os critérios de admissibilidade para viajantes estrangeiros. As medidas têm foco especial em potenciais ameaças à segurança nacional.

A seleção iraniana está entre os grupos afetados pelas medidas migratórias adotadas por Washington. Atletas, dirigentes e torcedores do Irã enfrentam incertezas sobre sua participação no torneio. A federação do país acusou os Estados Unidos de reduzirem a disponibilidade de ingressos para torcedores iranianos.

Jogadores iranianos chamaram a atenção ao desembarcarem no México usando broches com o número 168. O gesto foi interpretado como uma referência simbólica ao contexto político do país, em menção explícita ao total de mortes no bombardeio norte-americano à escola Minab, no sul do Irã, em fevereiro de 2026.

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