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Petrobras aumenta diesel em R$ 1,12, mas subvenção neutraliza alta

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

A Petrobras informou que aumentará em R$ 1,12 por litro o preço de venda de seu óleo diesel A, de uso rodoviário, para as distribuidoras. A mudança entra em vigor a partir desta 3ª feira (2.jun.2026). Ao mesmo tempo, a estatal ofertará um desconto com o exato mesmo valor: R$ 1,12 por litro. Com isso, os preços de venda para os distribuidores ficarão inalterados.

A operação que neutraliza a alta é viabilizada pela subvenção econômica do governo federal aos produtores e importadores de combustível, instituída pela MP (medida provisória) 1.363, editada em 30 de maio de 2026.

Segundo a petroleira, enquanto os preços permanecem sem alteração para os compradores, a companhia irá usufruir do benefício financeiro garantido pelo governo.

ADESÃO APROVADA

A adesão da Petrobras à nova subvenção foi aprovada na 2ª feira (1º.jun.2026) pelo seu Conselho de Administração.

A companhia informou que a participação na medida tem caráter facultativo. O conselho avaliou que o potencial benefício atende aos interesses da empresa e mantém a flexibilidade da estratégia comercial.

A nova adesão complementa outra medida em vigor, a MP 1.358, de 13 de maio de 2026, que estabeleceu subsídio de R$ 0,35 por litro de diesel válido para produtores e importadores.

SUBVENÇÕES AINDA NÃO FORAM PAGAS

O ingresso da Petrobras nas regras da MP 1.363 –que dá o subsídio de R$ 1,12– é decorrente do fim das subvenções estabelecidas pelas MPs 1.340 e 1.349 de 2026, cujas validades se encerraram em 31 de maio.

A MP 1.340 estabelecia subsídio de R$ 0,32 por litro de diesel. Já a MP 1.349 criava subvenções em duas categorias diferentes: R$ 0,80 por litro de diesel nacional, e de R$ 1,20 para o diesel importado (R$ 0,60 de recursos federais e R$ 0,60 de recursos dos Estados e do Distrito Federal). Somadas, as subvenções para o diesel nacional totalizavam os mesmos R$ 1,12 estabelecidos pela MP 1.363.

O valor das duas subvenções anteriores, porém, nunca chegou a importadores e produtores, segundo Sergio Araújo, presidente-executivo da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás) foi procurada pelo Poder360 para informar o motivo do atraso. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

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