O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 3ª feira (2.jun.2026) esperar uma nova reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), para ouvir as explicações sobre as propostas de tarifas de 25% anunciadas na 2ª (1º.jun).
Em menção ao encontro de 7 de maio, Lula cobrou um telefonema. Declarou que Trump elogiou uma “química” entre os 2 e deu o prazo de 30 dias para que os ministros do Comércio de ambos os países chegassem a um acordo sobre a situação econômica das nações.
“Trump, é o seguinte, cara. Você disse que pintou uma química entre você e eu. Quem anunciou isso não foi eu. Você me deve uma reunião e eu devo uma a você porque nós demos 30 dias para nossos ministros negociarem. Então estou esperando um telefonema seu para explicar o que aconteceu na nossa ausência”, disse o presidente durante a inauguração do Hospital Universitário da Universidade Federal de Catalão, em Goiás.
O presidente associou as tarifas à visita de Flávio Bolsonaro (PL) aos EUA. Também criticou o secretário de Estado de Trump, Marco Rubio, a quem chamou de “inimigo da América Latina”.
Segundo Lula, a boa relação com Trump gerou incômodo entre os opositores. “Depois do sucesso da minha visita ao Trump, eles foram lá, a família. Foram encontrar com Marco Rubio. Ontem soube da notícia que o comércio resolveu taxar o Brasil em 25% quando estávamos em negociação”, declarou.
REUNIÃO COM TRUMP
No encontro, o presidente brasileiro afirmou ter entregue documentos a Trump, incluindo dados de que os EUA possuem superavit comercial com o Brasil e materiais sobre minerais críticos e terras-raras.
Também declarou ter confrontado Trump sobre a lavagem de dinheiro em Delaware e Miami, oferecendo cooperação policial para prender criminosos brasileiros que vivem nos Estados Unidos.
