O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) defendeu nesta 3ª feira (2.jun.2026) a união da direita e fez críticas ao governo federal durante participação na Megaleite, feira do setor agropecuário realizada em Belo Horizonte.
Segundo o Pré-candidato, há uma “responsabilidade” comum entre lideranças políticas de oposição para derrotar o PT nas próximas eleições. “Temos uma grande responsabilidade de tirar o Brasil das mãos sujas do PT. Só vamos conseguir isso unidos”, disse.
Durante o discurso, Flávio Bolsonaro também criticou a condução do governo federal, afirmando que a gestão estaria voltada para interesses eleitorais. “O atual presidente da República pensa sempre em eleição ao invés de pensar no povo brasileiro”, afirmou.
O senador citou ainda críticas à política econômica e ao endividamento no campo, com foco no setor leiteiro. Ele afirmou que produtores rurais enfrentam dificuldades diante do cenário atual.
Em outro momento, Flávio Bolsonaro disse que é preciso “resgatar o nosso país” e voltou a defender maior articulação entre lideranças da direita.
Críticas a Flavio
Em maio de 2026, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), também pré-candidato ao Planalto, classificou como “imperdoável” o conteúdo de um áudio atribuído a Flávio no qual o senador pede recursos ao fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em 20 de maio de 2026, em entrevista ao Poder360, o ex-governador afirmou que não se importa com críticas de aliados do PL depois do episódio. “Não me importo, não. O tempo é senhor da razão”, disse.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, em 22 de maio de 2026, Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o caso afetou a credibilidade de Flávio Bolsonaro e o colocou em momento “extremamente delicado”.
“Hoje, candidato à Presidência da República não pode ter a presunção de inocência”, disse Caiado.
Ele afirmou ainda que o episódio levanta dúvidas sobre a viabilidade do nome de Flávio como representante da centro-direita em 2026 e questionou sua competitividade eleitoral.
“Seria este o melhor candidato a representar a centro-direita no Brasil ou seria o candidato encomendado para realmente fazer aquilo que o PT deseja no 2º turno?”, declarou
