A General Mills concordou em vender suas lojas de sorvete Haagen-Dazs na China continental para um grupo liderado pela operadora de rede de chá em rápido crescimento Ningji, a mais recente venda que ressalta o declínio das marcas estrangeiras na segunda maior economia do mundo.
As marcas chinesas agora desenvolvem produtos com mais rapidez, praticam preços mais agressivos e se mostraram mais hábeis em se adaptar às tendências da rede social do que os concorrentes estrangeiros, conquistando uma valiosa participação no mercado.
A General Mills, que disse estar buscando se concentrar em marcas e oportunidades que gerem um crescimento mais lucrativo, não divulgou os termos financeiros.
Ela continuará a vender sorvetes Haagen-Dazs na China por meio de varejistas terceirizados, como lojas de conveniência.
A venda ocorre depois de a Starbucks — outra marca que foi extremamente popular na China nas décadas passadas — fechar acordo em abril para vender o controle de suas operações na China para a Boyu Capital.
Ningji se expande rapidamente
A General Mills não divulgou o número de lojas a serem vendidas, mas uma fonte com conhecimento direto da venda disse que o grupo liderado pela Ningji comprará cerca de 170 lojas da Haagen-Dazs.
Isso se compara a um pico de cerca de 400 lojas Haagen-Dazs na China continental no passado, acrescentou a fonte que não estava autorizada a falar com a mídia e não quis ser identificada.
A Ningji Lemon Tea, uma rede fundada por Amanda Wang em 2020, expandiu-se rapidamente pela China e pelo Sudeste Asiático, e agora tem mais de 3.000 lojas. Ela também começou a operar nos Estados Unidos com a marca Bobobaba. A Ningji não respondeu a um pedido de comentário sobre o acordo.

