A Procuradoria-Geral da República denunciou nesta 4ª feira (27.mai.2026), 9 investigados por atuação no esquema de antecipação de decisões de ministros do Superior Tribunal de Justiça.
O procurador-geral, Paulo Gonet, apontou que entre abril de 2020 e abril de 2022, Andreson de Oliveira Gonçalves e Bernardo Mazzutti viabilizaram o pagamento de vantagens indevidas com o objetivo de influenciar o teor de minutas de decisões no Superior Tribunal de Justiça. Para ocultar e dissimular a origem e o destino dos valores ilícitos, os empresários teriam utilizado a empresa Florais Transportes para realizar as operações financeiras. Diante disso, ambos foram enquadrados nos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
No centro do esquema no âmbito do tribunal estava Márcio José Toledo Pinto, funcionário público vinculado ao gabinete da ministra Maria Isabel Gallotti. De acordo com a denúncia, o funcionário concorreu diretamente para a elaboração, edição e disponibilização antecipada de minutas de decisões que atendiam aos interesses dos empresários, agindo em contrapartida à propina ajustada.
A conduta do servidor teria se estendido de junho de 2020 a fevereiro de 2022, resultando em graves danos processuais e patrimoniais tanto para o Poder Judiciário quanto para os jurisdicionados afetados pelas decisões manipuladas.
Esta reportagem está em atualização.
