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Scala cobra política pública integrada para data centers no Brasil

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
Scala cobra política pública integrada para data centers no Brasil

O vice-presidente sênior da Scala Data Centers, , afirma que o Brasil ainda precisa de uma política pública transversal para incentivar o segmento nacional de armazenamento e processamento de dados. 

Em entrevista ao Poder360, o executivo avalia que o país reúne vantagens competitivas para atrair grandes processadores, mas carece de um plano integrado para o setor de infraestrutura digital, que passa pela atuação de instituições públicas de diferentes níveis e segmentos.

“O centro do problema para o Brasil se tornar um hub de processamento de dados é alinhar as agendas digital, industrial e de energia. Essas políticas são conectadas, não são dissociadas. Não basta eu isentar os equipamentos para quem quer processar se eu não tiver uma agenda para o setor elétrico que atenda os data centers”, disse Fialho. 

A discussão de uma política nacional para infraestrutura digital está atualmente desmembrada em pelo menos 3 frentes do governo: os Ministérios de Minas e Energia, Indústria e Comunicações. A fragmentação dificulta o avanço, na avaliação do executivo. 

“Não basta ter um plano de digitalização no Brasil que seja segregado de um plano estruturado do setor elétrico, que é a base do fornecimento, e separado de uma política industrial, de equipamentos hidráulicos, de eletromecânica. Precisa ter uma política pública que case, e hoje não existe essa política pública”, afirma o executivo. 

A Scala é uma das maiores operadoras de data centers da América Latina. A empresa gere 13 estruturas de processamento de dados no Brasil e atende provedores de nuvem e processadores de inteligência artificial como Google, AWS (Amazon Web Services), Oracle e Microsoft

Segundo Fialho, a avaliação do setor é que o Brasil reúne todas as qualidades para atrair gigantes da tecnologia: matriz energética diversificada e limpa, produção hidrelétrica, solar e eólica, infraestrutura elétrica interligada, indústria de base e proximidade com grandes cabos submarinos de fibra óptica. 

“Quando o resto do mundo, especialmente os processadores, olham para o Brasil, veem um país com grande potencial. É importante dar para todos os investidores externos e para os processadores que podem vir pro Brasil, a mensagem de que existe uma política, ou pelo menos a discussão de política pública e apoio do Estado brasileiro para que o Brasil se torne um centro de processamento de dados”

Segundo dados da consultoria McKinsey, o setor de infraestrutura digital deve atrair investimentos de US$ 7 trilhões nos próximos 4 anos. Para 2026, a estimativa é de US$ 650 bilhões, cifra que só perde para o orçamento de defesa dos Estados Unidos. 

Desde 2020, a Scala já investiu mais de R$ 12 bilhões no setor e aguarda a aprovação de novas políticas públicas para dar sequência a novas operações com grandes empresas de tecnologia.

Assista à entrevista de Luciano Fialho ao Poder360 (26min45s): 

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