O petróleo Brent abriu a semana abaixo de US$ 100 nesta 2ª feira (25.mai.2026), em queda diante da expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Por volta das 6h10 (horário de Brasília), o contrato futuro para agosto era negociado a US$ 95,38, baixa de 4,82%. Na abertura, estava cotado a US$ 99,06. Na 6ª feira (22.mai.2026), havia fechado a US$ 100,21.
O contrato chegou a US$ 94,22 na mínima do dia e a US$ 99,59 na máxima. Em uma semana, o Brent acumula queda de 11,3%. Em um mês, o recuo é de 9,49%. Ainda assim, a commodity registra alta de 34,55% em 3 meses, de 52,58% em 6 meses e de 48,47% em um ano.
A queda ocorre depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que um acordo com o Irã está próximo de ser concluído. Segundo o republicano, a proposta inclui a reabertura do estreito de Ormuz, por onde passa parte relevante do petróleo transportado pelo Golfo Pérsico.
Trump afirmou no sábado (23.mai.2026) ter conversado com líderes de países do Golfo, além de Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein, sobre um Memorando de Entendimento para a Paz. Também disse ter falado separadamente com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
No domingo (24.mai.2026), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que houve “progresso significativo” nas conversas. Segundo autoridades norte-americanas citadas pelo The New York Times, o Irã teria aceitado abrir mão de seu estoque de urânio enriquecido como parte da proposta apresentada por Washington. Os detalhes sobre como isso seria feito ainda ficariam para uma rodada posterior de negociações.
Apesar do avanço das tratativas, Trump disse que o bloqueio naval ao Irã continuará até a assinatura de um acordo final. “O bloqueio permanecerá em pleno vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”, afirmou o presidente dos EUA em publicação na Truth Social.
O estreito de Ormuz é uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo. A possibilidade de reabertura reduz a percepção de risco sobre o fornecimento global da commodity e pressiona os preços para baixo.
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