O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne nesta 2ª feira (25.mai.2026) com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para discutir a proposta de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6 X 1. O encontro ainda não tem horário definido.
Lula defende a redução da carga semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial. O governo tenta construir uma posição comum sobre o tema antes de avançar nas negociações com o Congresso e com representantes do setor produtivo.
A discussão ganhou força depois de o presidente declarar, na 6ª feira (22.mai), que o debate sobre a mudança não deve se arrastar por 4 anos. Em entrevista à EBC (Empresa Brasil de Comunicação), Lula criticou a resistência de empresas à proposta.
“Não dá para aceitar ficar 4 anos para fazer meia hora, uma hora. Aí é brincar de fazer redução”, declarou.
FIM DA 6 X 1
A escala 6 X 1 permite ao trabalhador atuar por 6 dias consecutivos e folgar 1. A proposta em discussão no Congresso busca reduzir a jornada semanal e abrir caminho para outros modelos de organização do trabalho.
Lula disse que as relações trabalhistas precisam acompanhar as mudanças tecnológicas. Segundo ele, as empresas ampliaram os ganhos com a modernização, mas os trabalhadores não tiveram benefícios na mesma proporção.
O Planalto avalia apoiar uma transição gradual para a redução da jornada. A discussão envolve prazos de adaptação e eventual resistência de setores empresariais.
RELATÓRIO NA CÂMARA
O relator da proposta, deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), adiou a apresentação do relatório final para esta 2ª feira (25.mai). O texto era esperado na 4ª feira (20.mai).
A expectativa é que o encontro entre Lula, Motta e Marinho ajude a definir o tom da articulação política sobre o tema. Integrantes do governo defendem evitar divergências públicas antes da apresentação do relatório.
Uma das alternativas apresentadas no Congresso estabelece contrapartidas fiscais e flexibilizações trabalhistas para reduzir o impacto financeiro da mudança sobre empresas. Entre as medidas sugeridas estão a redução da contribuição patronal ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e a isenção temporária da contribuição patronal à Previdência Social para novos contratados depois da eventual redução da jornada.
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