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Lista de peixes e invertebrados ameaçados de extinção é atualizada

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados Aquáticos foi atualizada. A revisão iniciada em 2024, incluiu novas 100 espécies e excluiu o mesmo número. Manteve 490 espécies classificadas.

Peixes, arraias, tubarões, estrelas-do-mar e mais centenas de espécies que vivem no continente e no mar brasileiro foram analisados em relação ao risco de extinção e, conforme a atual situação, foram classificados como VU (Vulnerável), EN (Em Perigo) e CR (Criticamente em Perigo).

Segundo o ministro de Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a atualização é o resultado de uma robusta análise técnica para identificar a efetiva situação da fauna brasileira a partir de um esforço conjunto de governos, academia, sociedade civil e setor econômico.

O objetivo, a partir desta iniciativa, é mobilizar ações para que as espécies atualmente pressionadas por diversos fatores tenham suas populações recuperadas”, reforça.

A nova lista, atualizada em 28 de abril de 2026, substitui a versão de 2014. Foi revisada a partir de critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (Iucn, na sigla em inglês), adotados para a avaliação do tamanho das populações, distribuição geográfica, condições de conservação dos habitats e pressões como captura e poluição.

Além da lista, o Ministério do Meio Ambiente publicou também regras e restrições para proteção das espécies classificadas e recuperação de suas populações. São medidas como a proibição da captura, transporte, comercialização e armazenamento e, ainda, diretrizes para a elaboração de planos de recuperação.

PARGO

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, já estão sendo revisados alguns planos de recuperação de espécies reclassificadas, como o pargo (Lutjanus purpureus), que passou de VU para EN, na lista.

Com o novo enquadramento, a espécie terá as medidas de proteção e manejo intensificadas com o objetivo de reduzir as pressões causadas pela sobrepesca e captura intensiva de indivíduos jovens.

Segundo Capobianco, esse é um esforço que terá gestão compartilhada como o Ministério da Pesca e Aquicultura. Tem o objetivo de recompor as populações e a continuidade da atividade econômica.

Quando falamos em sustentabilidade na pesca, falamos em garantir equilíbrio: proteger a espécie, respeitar a ciência e assegurar que a atividade pesqueira continue gerando alimento, renda e desenvolvimento para o Brasil. O pargo tem grande importância econômica, mas só haverá futuro para essa cadeia se houver responsabilidade no presente”, reforça o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil, em 28 de abril de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.