O mercado de seguros de pessoas iniciou 2026 em expansão no Brasil, segundo dados da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) que mostram que o segmento arrecadou R$ 20,3 bilhões em prêmios no primeiro trimestre do ano – crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
O resultado representa cerca de R$ 2 bilhões a mais na comparação anual e foi impulsionado principalmente pelos seguros contra doenças graves, que registraram alta de 21% no período.
Houveram também avanços relevantes nos seguros educacionais, com crescimento de 20,5%, e os prestamistas, que subiram 17,7%.
Os seguros de vida, nas modalidades individual e coletiva, responderam por 48% de toda a arrecadação do segmento entre janeiro e março. Os produtos prestamistas representam 30% do total, enquanto os seguros de acidentes pessoais concentraram 12%.
Segundo o presidente da Fenaprevi, Edson Franco, o crescimento do setor acompanha a melhora de indicadores ecônomicos, como renda e emprego, mas a proteção financeira ainda alcança uma parcela reduzida da população.
De acordo com Franco, apenas 18% dos brasileiros com mais de 18 anos possuem seguro de vida.
O levantamento também aponta aumento nos valores pagos em indenizações aos segurados e beneficiários. No primeiro trimestre de 2026, os sinistros somaram R$ 4,4 bilhões, alta de 4,9% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
Entre os produtos, os pagamentos ligados aos seguros contra doenças graves cresceram 24,2%, enquanto as indenizações de vida individual avançaram 19,7%.
Os seguros de vida concentraram 53% dos pagamentos realizados no período. Os seguros prestamistas responderam por 22% das indenizações, e os produtos de acidentes pessoas, por 11%.

