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Lula cita Ricardo Magro pela 1ª vez: “maior devedor do país”

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Lula cita Ricardo Magro pela 1ª vez: “maior devedor do país”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou nesta 5ª feira (21.mai.2026), pela 1ª vez nominalmente, o empresário Ricardo Magro, alvo de operação da Polícia Federal, durante discurso público. Até então, Lula vinha se referindo ao dono da Refit de forma indireta, como “um dos grandes chefes do crime organizado”. A declaração foi dada durante a abertura da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES).

No evento, o presidente afirmou que os Estados Unidos deveriam entregar Magro ao Brasil.

“Quer combater o crime organizado? Me entregue logo isso aí”, declarou Lula ao citar conversa que teve com Donald Trump (Partido Republicano) sobre o assunto. Segundo o presidente, Magro seria “o maior devedor do dinheiro público nesse país”.

Lula também afirmou que o empresário estaria vivendo nos Estados Unidos. “Inclusive aquele Ricardo Magro, aquele cara que é o falsificador de combustível nesse país”, disse.

O Poder360 mostrou que o presidente já vinha cobrando a extradição do empresário em discursos e reuniões reservadas. Em dezembro de 2025, Lula contou ter pedido a prisão do dono da Refit, mas sem mencionar seu nome. Na ocasião, chamou o empresário de “um dos grandes chefes do crime organizado”.

O presidente também disse ter tratado do tema em conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), no ano passado. Segundo Lula, ele pediu a entrega de brasileiros investigados que vivem em Miami.

“Se quiser combater as imoralidades, me entregue os brasileiros que estão morando lá. Empresário que roubou aqui e está morando em Miami”, declarou.

Ricardo Magro foi alvo da operação Sem Desconto, deflagrada pela PF. A investigação também teve como alvo o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL). A operação apura suspeitas de irregularidades no setor de combustíveis.

As falas ocorreram também em meio a críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao financiamento do filme biográfico sobre o ex-chefe do Executivo.

Lula ironizou o caso ao afirmar que “nós nunca fomos atrás da Lei Daniel Vorcaro para financiar artistas brasileiros”. Em seguida, declarou que “ainda vai aparecer muito mais coisa porque o período da mentira, o período da incivilidade, precisa acabar no nosso país”.

O presidente também criticou a extinção do Ministério da Cultura no governo Bolsonaro. Disse que a antiga gestão “foi caçando tudo” e afirmou que o ex-presidente mantinha um “gabinete do ódio”.

A expressão é usada para se referir ao grupo de assessores e aliados bolsonaristas investigados por disseminação de desinformação e ataques a adversários políticos nas redes sociais. O núcleo foi alvo de investigações no Supremo Tribunal Federal e na Polícia Federal.

Durante o discurso, Lula afirmou ainda que as revelações sobre o caso do financiamento do filme de Bolsonaro são “apenas o que a gente sabe agora”.

O evento da Cultura Viva não era realizado há 12 anos e reuniu representantes de culturas populares, povos tradicionais e agentes culturais de todo o país. A cantora Luedji Luna cantou o Hino Nacional na cerimônia.

Na agenda, Lula assinou decretos para reestruturar o Conselho Nacional de Política Cultural e criar a Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares. Também regulamentou o programa Festejos Populares do Brasil, voltado ao financiamento de festas tradicionais como São João, Carnaval, Bumba Meu Boi e Folia de Reis.

Assista ao evento:


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