O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou na manhã desta 3ª feira (12.mai.2026) que o partido mantém o interesse no senador Ciro Nogueira (PP-PI) para a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Costa Neto disse que é necessário “deixar o senador se defender” das suspeitas levantadas pela Polícia Federal na 5ª fase da operação Compliance Zero, deflagrada em 7 de maio.
“Hoje ainda queremos [Ciro como vice de Flávio], por que não? Até que se prove alguma coisa contra ele, aí a conversa muda. Temos que esperar a defesa dele, dar o direito de ele se defender”, disse, em entrevista à CNN.
A investigação apura se o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, concedeu vantagens econômicas ao senador, que é presidente do PP, em troca de atuação favorável no Congresso Nacional.
Na entrevista, Costa Neto pontuou que os fatos narrados pela PF (Polícia Federal) precisam ser esclarecidos antes de qualquer definição, mas sinalizou que o nome de Ciro permanece no radar.
A definição sobre o vice de Flávio segue em aberto. No último sábado (9.mai), o pré-candidato afirmou que a escolha será discutida com aliados “mais para frente“.
Assista (1min12s):
Apesar do aceno a Ciro, há uma preferência interna no PL pelo nome de uma mulher para compor a chapa. Flávio já manifestou o desejo de ter uma vice com “competência e experiência” que ajude a agregar ao plano de governo.
Ao final da entrevista, quando respondia sobre sua preferência entre Romeu Zema ou uma mulher, Costa Neto disse: “A pessoa que mais se destaca no Brasil hoje, além da Michele Bolsonaro, é a Tereza Cristina. Ela tem um carisma e fez um grande trabalho no governo Bolsonaro na Agricultura. Ela é muito querida”, disse.
CIRO NOGUEIRA
Nesta manhã, o senador Ciro Nogueira gravou um vídeo em suas redes sociais em que nega ter cometido irregularidades e afirma ser vítima de perseguição política por ser um líder da oposição.
O senador classificou as investigações como “um roteiro absurdo de ficção“. O congressista também anunciou que reapresentará a emenda que amplia a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Essa proposta está no centro da investigação, sob suspeita da PF de ter sido elaborada pela assessoria do Banco Master e reproduzida de forma integral pelo senador.
Ciro Nogueira promoveu mudanças em sua equipe jurídica para lidar com o caso, substituindo o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, pelo criminalista Conrado Gontijo.


