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Negociações entre EUA e Irã e viagem de Trump à China: veja o que se sabe

Radar Olhar Aguçado(há 42 minutos)
Negociações entre EUA e Irã e viagem de Trump à China: veja o que se sabe

As negociações entre Washington e Teerã permanecem em impasse depois que o presidente americano, Donald Trump, chamou a mais recente contraproposta do Irã para encerrar a guerra de “um lixo” no fim de semana.

Aqui está o que você precisa saber enquanto Trump segue para a China.

Negociações

Trump está confiante de que o Irã interromperá o enriquecimento de urânio e abandonará qualquer esforço para construir uma arma nuclear, disse ele durante uma entrevista à WABC nesta terça-feira (12).

O presidente americano disse que tem se reunido diretamente com autoridades iranianas durante as negociações, conforme declarou à WABC.

Ele disse a repórteres na Casa Branca que os EUA têm a situação com o Irã “muito bem controlada” e que “ou faremos um acordo ou eles serão dizimados”.

Trump também disse que não “pensa na situação financeira dos americanos” quando se trata de negociar um acordo.

“O mais importante, de longe”, é que o Irã não possui armas nucleares, disse ele.

Viagem à China

A guerra será um dos principais temas de conversa durante a visita de Trump.

O presidente americano partiu na tarde desta terça-feira e disse que planeja ter uma “longa conversa” sobre o assunto com o líder chinês Xi Jinping. No entanto, ele minimizou a ideia de que precisaria da ajuda da China para encerrar o conflito.

Pequim é vista como uma potencial mediadora entre Washington e Teerã, disse o embaixador iraniano na China, Rahmani Fazli, segundo a agência de notícias estatal iraniana IRNA.

A Casa Branca divulgou uma lista parcial dos passageiros que embarcaram com Trump no Air Force One, em direção à Pequim:

  • Eric Trump, filho do presidente
  • Lara Trump, nora de Trump
  • Marco Rubio, secretário de Estado
  • Pete Hegseth, secretário de Defesa
  • Jamieson Greer, representante comercial dos EUA
  • James Blair, vice-chefe de Gabinete da Casa Branca
  • Beau Harrison, vice-chefe de Gabinete da Casa Branca para operações
  • Stephen Miller, vice-chefe de Gabinete da Casa Branca para políticas
  • Steven Cheung, diretor de comunicação da Casa Branca
  • Robert Gabriel, vice-conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos
  • Michael Kratsios, conselheiro de ciência do Presidente dos Estados Unidos
  • Ross Worthington, redator de discursos
  • Walt Nauta, assessor
  • Monica Crowley, embaixadora e chefe de Protocolo dos Estados Unidos

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, confirmou a congressistas nesta terça que acompanharia Trump na viagem a Pequim, representando as Forças Armadas Americanas.

Ele deve assessorar o presidente em discussões essenciais para o encontro com Xi Jinping, como a venda de armas dos Estados Unidos para Taiwan e o suposto apoio militar da China ao Irã durante a guerra.

Já Marco Rubio será o primeiro secretário de Estado alvo de sanções da China a viajar para Pequim. Em 2020, enquanto ainda era senador da Flórida, Rubio entrou na mira das sanções chinesas por “se comportar mal em questões relacionadas a Hong Kong”, segundo Pequim.

Apesar disso, o diplomata será um dos principais responsáveis por controlar a tensão nas discussões sobre Taiwan, possivelmente um dos pontos de maior atrito da visita. Na última semana, Rubio confirmou que a reivindicação da ilha por parte da China será um dos tópicos discutidos na viagem e afirmou que Washington e Pequim concordam que não é interessante desestabilizar a região do Indo-Pacífico.

O secretário de Estado também terá a tarefa de discutir o bloqueio no Estreito de Ormuz. Nesta terça, o Departamento de Estado emitiu um comunicado afirmando que autoridades da China e dos EUA concordam que nenhum país deveria poder cobrar pedágios para atravessar a via marítima. A nota também diz que o fechamento do estreito foi discutido por Rubio e o chanceler chinês, Wang Yi, durante uma ligação em abril.

No comércio, os Estados Unidos serão representados por Jamieson Greer. Ele enfrentará o desafio de prorrogar um acordo fechado em outubro de 2025, quando os EUA reduziram as tarifas contra Pequim em troca da garantia do fluxo de exportações de terras raras, entre outras exigências. Greer também deve tentar negociar um acordo para ampliar a compra de produtos agrícolas, como carne e grãos, pela China.

O representante comercial ainda deve desempenhar papel fundamental nas discussões sobre a exportação de semicondutores avançados para a China e as restrições a montadoras chinesas de automóveis nos Estados Unidos.

A primeira-dama Melania Trump não acompanha o presidente dos EUA em sua viagem à China, informou o South China Morning Post nesta terça (12), citando o gabinete de Melania.

(Com informações de Mariana Catacci, da CNN Brasil, Alejandra Jaramillo, Kit Maher, Aida Karimi, Nadeen Ebrahim, Sophia Saifi, Haley Britzky e Hira Humayun, da CNN)

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