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Após progresso com os EUA, chanceler iraniano vai à Pequim

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)

O chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi, reuniu-se nesta 4ª feira (6.mai.2026) com seu contraparte chinês, Wang Yi, em Pequim. O encontro ocorre 1 dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciar a suspensão da operação militar para escoltar navios pelo estreito de Ormuz e afirmar que um acordo de paz entre EUA e Irã avançou.

No encontro, Araghchi disse a Wang Yi que “a questão da abertura do estreito de Ormuz pode ser resolvida o mais breve possível” e que o entendimento do governo iraniano é de que a solução da crise no Oriente Médio não virá por meios militares. A China é um dos países mais interessados na normalização do tráfego em Ormuz, pois é o principal destino das mercadorias que atravessam a rota marítima.

Araghchi também disse que o governo iraniano “confia” na China e que espera o apoio chinês no “estabelecimento de uma nova arquitetura regional pós-guerra”. Uma das ideias dos iranianos para essa nova ordem regional é a cobrança pelo tráfego de navios em Ormuz.

Nesse cenário, a China seria o país mais afetado pela nova tarifa, mas o governo iraniano tem feito acenos que indicam que o país pode ser poupado. No fim de março, Araghchi disse, em entrevista, que apenas 5 países estavam autorizados a cruzar o estreito enquanto o Irã bloqueava a passagem: China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão.

Por sua vez, Wang Yi disse que a China é um parceiro estratégico confiável do Irã. Afirmou que o país está disposto a “consolidar e aprofundar a confiança política mútua com o Irã”.

A guerra no Oriente Médio foi o assunto central da ida de Araghchi à capital chinesa, mas o encontro teve como pano de fundo os 55 anos do início das relações diplomáticas entre China e Irã, completados em 2026.

PROJETO LIBERDADE

A operação norte-americana no estreito de Ormuz buscava resgatar 23.000 navegantes e embarcações na passagem marítima. Em entrevista a jornalistas, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que 10 marinheiros já morreram e atribuiu a responsabilidade da situação ao regime iraniano.

A missão foi cancelada por Trump. Segundo o chefe da Casa Branca, a suspensão foi solicitada pelo Paquistão, que atua como mediador, “e por outros países”. Não citou quais.

Enquanto o Irã mantém o controle do estreito de Ormuz, os EUA fazem seu próprio bloqueio naval contra os iranianos. A estimativa da Casa Branca é que o regime iraniano já deixou de arrecadar US$ 4,8 bilhões com vendas de petróleo desde o início do bloqueio, em 13 de abril.

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