O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que é contrário a uma compensação via benefício fiscal a empresários em contrapartida ao fim da escala 6×1, mas defendeu transição determinados setores.
“40 horas por semana, com dois dias por semana, sem redução de salário e sem compensação com benefício fiscal. Não cabe dizer aqui que o Estado tem que indenizar o empresário. Agora, cabe sim discutir transição, para casos específicos. E eu vou ao Congresso na comissão especial debater isso francamente. O setor agropecuário, por exemplo, já não depende majoritariamente da escala 6×1, setor de comércio não depende majoritariamente da escala 6×1”, ressaltou Durigan.
Em participação no programa Bom dia, Ministro, na manhã desta quarta-feira (6), Durigan pontuou que a ideia é reconhecer o ganho de produtividade dos trabalhadores que ganham até dois salário-mínimos, e fazer com que essa pessoa passe de 1 dia de descanso para dois dias de descanso.
“Pela Fazenda, é fazer o equilíbrio delicado entre esses vários interesses. Quando a gente olha pro Brasil, três de cada 10 trabalhadores, estão na escala 6×1. Desses três, estamos falando de 80% de quem ganha até 2 SM, trabalhador de mais baixa renda”, afirmou.
Além da ideia de transição, o ministro citou ainda outros mecanismos para ajudar os empresários e setores diversos a se adaptar à possível mudança.
“Se a gente der ganho de produtividade, por exemplo, melhorando o crédito das pequenas empresas, como nossos programas que foram anunciados junto com desenrola. Se a gente aumentar fundo garantidor para que essas empresas peguem crédito barato, se a gente aumentar a capacitação digital via as várias escolas como Senac, Sesi, Senai no país, isso não pode ser melhor do que a gente voltar a criar beneficio fiscal?”, disse.
Por fim, o chefe da Fazenda lembrou ainda da desoneração da folha de pagamentos, como um beneficio fiscal prolongado que, segundo ele, não deu certo.

