O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta 2ª feira (4.mai.2026) que espera mais coordenação com governadores para dividir os efeitos fiscais da desoneração dos combustíveis, por conta da alta nos preços do petróleo, resultado da guerra no Oriente Médio.
“O Brasil não pode ser sócio da guerra. Não vou fazer mais fiscal por conta da guerra, mas também não vou fazer menos”, declarou durante o programa Roda Viva, da TV Cultura. O prazo para a adesão dos Estados às medidas relacionadas aos combustíveis termina na 3ª feira (5.mai.2026).
Segundo ele, qualquer desoneração dos combustíveis será compensada com receitas extras do petróleo, já que a arrecadação está acima do projetado no Orçamento aprovado pelo Congresso.
Segundo Durigan, a estratégia considera o impacto prolongado da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais e a necessidade de manutenção da estabilidade no Brasil.
O ministro disse que a orientação dentro do governo é adotar medidas com duração de aproximadamente 2 meses, com reavaliação ao fim do período. A iniciativa envolve redução temporária de tributos sobre gasolina e etanol, condicionada à neutralidade fiscal.
Também declarou que a guerra tende a ter efeitos econômicos mais longos que os previstos inicialmente. Ele disse que conversou com autoridades internacionais e que não há clareza sobre a duração do conflito. Apesar disso, afirmou que o Brasil está entre os países menos afetados até o momento, com preços relativamente controlados.
Segundo Durigan, a política de preços da Petrobras contribui para reduzir a volatilidade, ao evitar repasses imediatos das oscilações externas para os consumidores.
Banco Central
Durigan também comentou sobre possíveis nomes para o Banco Central, mas afirmou que não tratou do tema com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele citou o economista Guilherme Mello como um dos quadros qualificados do governo, embora tenha destacado que o debate está “interditado” no momento.
Segundo o ministro, Mello assumiu outras funções relevantes, como a secretaria-executiva do Ministério do Planejamento. Durigan declarou que o economista é “uma figura dos melhores quadros” em Brasília, mas indicou que não há definição sobre indicações futuras para a autoridade monetária.
