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Dívida bruta supera 80% do PIB e volta ao nível da pandemia

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Dívida bruta supera 80% do PIB e volta ao nível da pandemia

A dívida bruta do Brasil superou 80% do Produto Interno Bruto pela 1ª vez desde a pandemia de covid-19. Em março, a DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) atingiu 80,1% do PIB, o maior nível desde julho de 2021. A autoridade monetária divulgou os dados nesta 5ª feira (30.abr.2026). Eis a íntegra do comunicado (PDF – 396 kB).

A relação dívida-PIB subiu 1,4 ponto percentual no acumulado do ano, de dezembro a março. No governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a alta foi de 8,7 pontos percentuais.

Infográfico mostra trajetória da dívida bruta de dezembro de 2024 à março de 2026; no último mês o endividamento chegou a 80% do PIB

O maior patamar da dívida foi em outubro de 2020, quando atingiu 87,7% do PIB, na pandemia de covid-19. O aumento do endividamento está relacionado aos gastos do governo federal e Estados para mitigar os efeitos da crise sanitária na economia.

No acumulado de 12 meses, o setor público consolidado –formado por União, Estados, municípios e Estatais– teve um deficit primário de R$ 661,8 bilhões em outubro de 2020. A taxa básica, a Selic, estava aos 2% ao ano no mês, o que freava os gastos com juros da dívida.

O deficit primário anualizado foi de R$ 137,1 bilhões em março deste ano, mas as despesas com juros têm sido pressionadas com a Selic mais elevado. Os gastos com juros da dívida baterem recorde no mês, aos R$ 1,08 trilhão.

Gasto com juro da dívida subiu para R$ 1,08 trilhão

DÍVIDA

A DBGG compreende o governo federal, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e os governos Estaduais e municipais. Segundo o Banco Central, a dívida subiu para R$ 10,4 trilhões em valores nominais em março.

A relação dívida-pIB aumentou 0,9 ponto percentual no mês em relação a fevereiro. A autoridade monetária disse que a alta decorreu dos seguintes fatores:

  • gastos com juros nominais (+0,9 p.p.);
  • emissão líquida de dívida (+0,4 p.p.);
  • efeito da desvalorização cambial (+0,1 p.p.);
  • variação do PIB nominal (-0,5 p.p.).

O Banco Central disse que, no ano, o aumento de 1,4 ponto percentual foi justificado pelos seguintes itens:

  • gastos ce juros nominais (+2,4 p.p.);
  • emissões líquidas de dívida (+0,4 p.p.);
  • crescimento do PIB nominal (-1,2 p.p.);
  • efeito da valorização cambial (-0,2 p.p.).

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