O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atrasou as indicações de diretores do Banco Central e, nesta 4ª feira (29.abr.2026), o Copom (Comitê de Política Monetária) optou por cortar a taxa básica, a Selic, em 0,25 ponto percentual.
Os mandatos de Renato Dias de Brito Gomes (Organização) e Diogo Abry Guillen (Política Econômica) terminaram em dezembro de 2025. Foram 3 reuniões com duas cadeiras vazias até agora.
A taxa Selic elevada é criticada por aliados de Lula. Todos os atuais 7 diretores do Banco Central votaram para elevar a Selic a 15% ao ano em junho de 2025, inclusive o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Lula criticava o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto pelo patamar dos juros, mas diminuiu a frequência e o tom das queixas depois de mudança no comando da autoridade monetária.
Em 2026, o Copom fez 3 reuniões. Cortou a Selic em 0,5 ponto percentual ao longo do ano. O encontro do Copom foi realizado sem ter todos os integrantes possíveis. O presidente Lula não indicou duas pessoas que poderiam ocupar os cargos da diretoria do Banco Central:
- diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução;
- diretor de Política Econômica.
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad havia sugerido a Lula a indicação do secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, Guilherme Mello. Não foi para frente. O economista não é bem avaliado entre os agentes financeiros por causa de frases ditas sobre juros e inflação.
O Copom tem, segundo a lei de autonomia operacional de 2021, nove integrantes. São 8 diretores e o presidente do Banco Central. As reuniões têm sido feitas com quórum reduzido.
O último encontro, de 28 e 29 de abril, contou com 6 integrantes:
- Gabriel Galípolo, presidente;
- Ailton De Aquino Santos, diretor de Fiscalização;
- Gilneu Vivan, diretor de Regulação;
- Izabela Moreira Correa, diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta;
- Nilton David, diretor de Política Monetária;
- Paulo Picchetti, diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos.
O diretor Rodrigo Teixeira (Administração) não participou por motivo de morte de familiar em 1º grau.
Os indicados por Lula ainda precisarão ser sabatinados na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) no Senado e aprovados no plenário da Casa.
