O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu, nesta 4ª feira (29.abr.2026), votar todas as autoridades indicadas para o Conselho Nacional do Ministério Público e para o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e para o TST (Tribunal Superior do Trabalho) antes da indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal.
Alcolumbre criticou durante o plenário a demora do governo do petista em formalizar a indicação do nome do ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, para a vaga aberta com a saída de Roberto Barroso. Messias foi aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) nesta 4ª feira, com 16 votos favoráveis e 11 contrários.
Alcolumbre declarou: “Eu vou me preservar no dia de hoje, apenas cumprindo com as minhas obrigações regimentais e constitucionais, que são, do ponto de vista da presidência do Senado […]. Porque, se eu for me adentrar no mérito desse processo, desde o dia 10 de novembro do ano passado, eu vou tomar muito tempo de Vossas Excelências”.
Lula já havia anunciado Messias para a vaga no STF em 20 de novembro de 2025, mas só formalizou a indicação em 31 de março deste ano, 4 meses depois.
“O Senado Federal, além de marcar o calendário, além de designar vossa excelência relator. Ao lado do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, aguardou, até o último dia, o envio da documentação que não chegou”, afirmou o presidente da Casa Alta.
A decisão de passar as demais nomeações à frente da de Messias surge, segundo Alcolumbre, como uma tentativa de aumentar o quorum da sessão, isto é, o número de senadores presentes. Ele pretende iniciar a votação quando alcançar 65 senadores presentes.
