O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Renan Calheiros (MDB-AL), e a ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP-MS), afirmaram que o Senado e o Ministério da Fazenda vão formar 2 grupos de trabalho para tratar da renegociação de dívidas do setor agropecuário.
A iniciativa busca ajustar propostas em análise e dar uma solução estruturada antes do próximo Plano Safra, em junho. As declarações foram dadas nesta 3ª feira (28.abr.2026), após reunião no Ministério da Fazenda, com o ministro Dario Durigan.
Segundo os senadores, a situação financeira no campo tem pressionado produtores e exige uma saída coordenada entre governo e Congresso.
Renan Calheiros disse que os grupos vão discutir o projeto que tramita no Senado, o PLP 51/2022, e a proposta apresentada pela Fazenda.
Segundo ele, há convergência inicial sobre o encaminhamento, mas ajustes serão necessários para viabilizar um acordo. O senador declarou que a renegociação precisa ser “mais estruturante” diante do agravamento das condições no setor rural.
Tereza Cristina afirmou que há “boa vontade” do ministério e que o texto apresentado ainda demanda ajustes técnicos. Disse que o grupo de trabalho do Senado vai se reunir com técnicos da Fazenda para alinhar uma proposta comum. Depois disso, haverá decisão sobre seguir com o texto do governo ou levar o projeto do Senado à votação com modificações.
A senadora declarou que pontos como o uso do fundo social ainda não foram debatidos em detalhes, mas alternativas foram apresentadas. Segundo ela, o tema será analisado pelos grupos antes de uma definição final.
Tereza Cristina também afirmou que o cenário internacional, com conflitos e preocupação global com alimentos, reforça a necessidade de uma solução rápida. Disse que a expectativa é avançar antes de 1º de junho, quando o governo deve apresentar o novo Plano Safra.
Sobre valores e mecanismos da renegociação, como o volume citado pela Fazenda, os senadores disseram que os detalhes ainda serão discutidos tecnicamente. A próxima reunião entre as equipes está prevista para 5ª feira (30.abr.2026).
A senadora ainda comentou a abertura comercial prevista para 1º de maio e disse que há estudos em andamento para definir produtos com redução ou zeragem de tarifas. Declarou que o Brasil pode ampliar mercados e consolidar exportações já existentes.
