Vídeo que circula nas redes sociais mostra um morador de Presidente Prudente (SP) sendo abordado pela Polícia Federal no domingo (26.abr.2026). A abordagem se deu depois que Marcelo, como é chamado pelos agentes, exibiu uma faixa com a palavra “ladrão” na janela de seu apartamento, próximo a um evento que contaria com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Lula, que se recupera da retirada de um câncer de pele no couro cabeludo, não compareceu ao evento na 2ª feira (27.abr), organizado para anunciar investimentos federais na área da saúde.
Na abordagem, Marcelo diz que a faixa não tinha o nome do presidente e que a manifestação não era “contra uma pessoa específica”. Um policial responde: “Mas quem está lá no evento pode entender [de quem se trata]”. O agente diz também que está “encarecidamente” pedindo para que Marcelo se manifeste de outra forma.
Assista (1min43s):
Em outro momento, o policial diz que a faixa “faz referência ao presidente” e é “considerada ofensiva”. Ao afirmar que retiraria a faixa “se der algum problema”, o morador ouve como resposta que “já vai dar”.
“Quando nossos superiores vierem no dia do evento, eles virão com mais rigor porque você já foi alertado. Eles não vão considerar isso como opinião”, diz um dos agentes.
Em outro momento, Marcelo argumenta que se trata de uma opinião. “Se tivesse escrito ‘Lula Ladrão’, você poderia vir falar comigo”, diz. Os policiais respondem que seus superiores não interpretariam dessa forma.
O morador afirma que a manifestação foi feita dentro de sua propriedade privada e sem direcionamento nominal a qualquer autoridade. Diz também que não tem filiação partidária.
Assista à abordagem completa (8min8s):
“proteção de autoridades”
A Polícia Federal disse nesta 3ª feira (28.abr) que a abordagem apurava possível “crime contra a honra”.
Em nota enviada ao Poder360, a PF disse que “realiza, de forma rotineira, ações de segurança voltadas à proteção de autoridades, conforme protocolos estabelecidos”.
Leia a íntegra da nota:
“A Polícia Federal informa que realiza, de forma rotineira, ações de segurança voltadas à proteção de autoridades, conforme protocolos estabelecidos.
“No caso mencionado, foram realizadas diligências iniciais e orientações no local, em razão da presença de faixas com dizeres que, em tese, poderiam configurar crime contra a honra, nos termos da legislação vigente.
“Esclarece-se que os procedimentos e práticas relacionados à proteção de autoridades não são detalhados publicamente, em razão da natureza das atividades.
“Informações como estratégias de atuação, protocolos operacionais e demais aspectos sensíveis são resguardados, tendo em vista que sua divulgação pode comprometer a segurança das pessoas protegidas e a efetividade das ações.”



