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Tirado da CCJ, Moro diz que governo teme sabatina de Messias

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O senador Sérgio Moro (PL-PR) afirmou no seu perfil no X nesta 2ª feira (27.abr.2026) que foi retirado da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), que votará a aprovação do ministro da AGU (Advocacia Geral da União) Jorge Messias para o STF. O congressista disse que isso reflete a “incerteza” e “insegurança” do atual governo quanto à nomeação do indicado. 

De acordo com Moro, ele foi substituído por Renan Filho (MDB-AL). Outra manobra lamentável do governo Lula na CCJ do Senado para tentar aprovar o AGU Jorge Messias para o STF. Eles não impedirão meu voto contrário no plenário”, disse Moro em publicação no X. 

Assista ao discurso de Moro (1min04s):

🎥 #vídeo Tirado da CCJ, Moro diz que governo teme “sabatina transparente” de Messias

🗣️ Sérgio Moro(@SF_Moro) (PL-PR) postou declaração no seu perfil do X nesta 2ª feira (27.abr.2026) dizendo que foi retirado da CCJ que votará sobre a aprovação de Jorge Messias para o STF. O… pic.twitter.com/3qR976vyoM

— Poder360 (@Poder360) April 27, 2026

SITUAÇÃO DE JORGE MESSIAS 

Ele foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Supremo Tribunal Federal e será sabatinado pela CCJ do Senado na 4ª feira (29.abr.2026). Levantamento do Poder360 mostrou que o advogado-geral da União tem 13 votos declarados a seu favor na CCJ. Precisa só de mais 1 para alcançar a maioria necessária e ter seu nome aprovado na comissão –o que deve acontecer.

Dos 27 integrantes do colegiado, 5 não declararam voto: 

Entre os indecisos na comissão, Cid e Pacheco integram a base governista. Tendem a votar a favor de Messias. O senador Jayme Campos (União Brasil-MT) não respondeu ao questionamento do Poder360. Oriovisto Guimarães, segundo aliados, deve votar contra.

Se aprovada na CCJ, a indicação de Messias segue imediatamente para o plenário do Senado, onde o placar fica mais apertado. Messias avalia que tem 45 votos garantidos para ser aprovado. São só 4 a mais que o mínimo necessário de 41 (de um total de 81 senadores).

A ideia do Planalto é elevar o número de apoios para ao menos, 50 votos e assim o processo ser mais tranquilo na 4ª feira (29.abr).

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